Tudo que você precisa saber sobre debêntures

Escrito por: - Publicado em: 05/05/2017

Está cada vez mais acessível investir aquele dinheiro que sobra do seu orçamento. Hoje, existem várias formas de investimentos, e você pode escolher a partir do seu perfil de investidor qual é a mais adequada para você. O Blog da Rico fez um post explicando uma dessas opções, os debêntures! Saiba tudo sobre eles no post abaixo!

 

O que são debêntures?

 

São títulos de dívida emitidos por empresas de sociedades anônimas de capital aberto ou fechado para captação de recursos.

 

Quando uma empresa precisa de recursos para aumentar capital, custear projetos ou pagar dívidas, algumas formas de se fazer isso são: geração de fluxo de caixa positivo, emissão de ações ou emissão de debêntures, entre outros.

 

No caso das debêntures, o mecanismo de negociação no mercado é muito parecido com um CDB, pois funciona assim: o investidor empresta dinheiro para a companhia por meio da aquisição dos títulos e em troca recebe uma remuneração de acordo com o prazo e taxas (ou indicador) definidos no momento da aplicação.

 

O surgimento das debêntures remonta o período da revolução industrial no Reino Unido, onde as novas indústrias precisavam de investimentos para financiar sua expansão.

 

Hoje em dia no Brasil, servem como um importante instrumento de desenvolvimento da economia, uma vez que permite às empresas impulsionarem projetos de infraestrutura ao mesmo tempo em que remunera investidores pessoa física.

 

Há dois tipos de debêntures:

 

Debêntures simples:

 

Também conhecidas como “Não-Conversíveis em Ações”, são títulos que não dão direito à conversão em ações da companhia emissora.

 

Debêntures conversíveis:

 

São títulos com possibilidade de conversão em ações da companhia emissora.

 

Para o investidor, o que interessa de fato na hora de investir, é saber em qual das modalidades abaixo está aplicando. Isso porque há uma opção isenta de imposto de renda. Veja as duas opções:

 

Debêntures incentivadas:

 

Uma grande vantagem para o investidor é a possibilidade de investir com isenção de imposto de renda e IOF. Isso acontece com as de tipo “incentivadas” – emitidas por empresas que fazem uso do recurso captado para financiar projetos de infraestrutura.

 

Debêntures comuns:

 

As debêntures comuns possuem incidência de imposto de renda regressivo. Ou seja, quanto maior o tempo da aplicação, menos imposto é cobrado.

 

É importante ressaltar que o desconto do IR é apenas sobre a rentabilidade acumulada no período e não sobre todo o valor aplicado. A incidência do imposto acontece conforme a tabela abaixo:

 

Tempo de aplicação
Tributação
Até 6 meses 22,5%
De 6 a 12 meses 20%
De 12 a 24 meses 17,5%
Mais de 24 meses 15%

 

Ao entender a diferença entre debêntures incentivadas e comuns, é normal pensar que a incentivada será sempre a melhor por não haver IR. Essa lógica não funciona quando estamos falando de investimentos. Isso porque vai depender da taxa atrelada às debêntures.

 

Por isso, é importante analisar antes de investir. Um jeito simples de fazer isso é usar simuladores, como os que temos aqui na Rico. Ou, se preferir, conversar com um especialista para te ajudar.

 

Como investir em debêntures

 

Há duas formas de investir em debêntures: adquirindo títulos ou por meio de fundos de investimento, ambos no site da corretora. Em qualquer uma das modalidades, é preciso seguir os seguintes passos:

 

Abra a sua conta em uma corretora de valores;

Transfira o valor que quer investir da sua conta bancária para sua conta na corretora;

Selecione o investimento e realize da mesma forma que faria em seu Internet Banking.

 

Como escolher a melhor debênture para você

 

O primeiro passo é ter conta em uma corretora e avaliar as opções disponíveis. É importante também analisar qual é a empresa que está negociando o título. Um importante fator de decisão é a nota de classificação de risco de crédito, também conhecida como rating.

 

Essa nota é dada de acordo com a avaliação realizada por agência de classificação de risco como Fitch Ratings, Moody’sStandard & Poor’s. Basicamente, elas avaliam a possibilidade de a entidade emissora do título saldar suas dívidas.

 

A nota varia de A a C, podendo chegar a D. Quanto mais alta a nota, maior a probabilidade de a instituição honrar seus compromissos. Como não há garantia do FGC, essa é uma excelente maneira de tomar uma decisão segura na hora de investir.

 

Outros fatores que você deve decidir são: prazo e valor de aplicação.

 

Resumindo, confira se você pode aplicar, pelo menos, o valor mínimo inicial, não comprometa um dinheiro que pode precisar a qualquer momento e tenha em mente que é ideal aguardar o vencimento.

 

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