Somos a geração da riqueza virtual

Escrito por: - Publicado em: 22/02/2016

Você provavelmente já se deparou com matérias que analisam a Geração X ou a Geração Y, ambas nada mais são que o retrato do estilo de vida e comportamento que sofrem alterações ao longo dos anos, mas no artigo de hoje, vamos analisar a nossa própria geração ( no quesito finanças ), a geração da riqueza virtual.

 

A definição de riqueza virtual é bem simples, é uma ilusão gerada pela disponibilidade do crédito rápido para qualquer pessoa, porém, isso pode dizimar sua vida financeira em poucos meses. Em quatro tópicos você entenderá quais efeitos desse tipo de riqueza, bem como qual é a solução para escapar dessa armadilha devastadora para suas finanças.

Ricos, Porém Pobres

 

Quando caminho pela rua, tenho a impressão de que ninguém é pobre ou que esteja passando por alguma necessidade, afinal de contas, todos andam de carro novo, frequentando restaurantes, fazendo compras no shopping, pela internet, enfim, vivendo como se não houvesse o amanhã.

 

O crédito não é raiz de todo mal, pois é através dele que a classe média pode existir, entretanto, é preciso saber como usá-lo de forma adequada. Infelizmente, não é isso que acontece, pois qualquer pessoa quer passar a impressão de ser bem sucedido na vida.

 

Para se mostrar bem sucedido, a aquisição de produtos torna-se um hábito muito comum entre as pessoas, principalmente a compra de roupas de marca, carros potentes e confortáveis, belas casas, etc.

 

Em um primeiro momento, tudo parece fácil, pois a parcela de qualquer produto “cabe no bolso”, por isso, não será um problema comprar um produto aqui, outro ali, ou seja, você tem dinheiro, ou melhor dizendo, você tem CRÉDITO!

 

Pagando para Ser Rico

 

Uma vez que as pessoas “precisam” comprar algo para alcançar a felicidade, o próximo passo é buscar crédito, pois um dos princípios da economia é a existência de desejos ilimitados e recursos limitados.

 

Infelizmente, muitos recorrem ao crédito sem o menor critério e isso tem um custo, mais conhecido como “juros”, ou seja, você precisa pagar para ter dinheiro. O exemplo mais popular está na compra de um veículo.

 

Qualquer pessoa tem direito de contar com esse bem, mas se ao decidir pela compra você olhar para o carro do vizinho, do amigo, do irmão ou do colega de trabalho, cairá na armadilha do “eu preciso ter igual ou melhor”.

 

A verdade é que enquanto manter a ideia fixa que precisa sempre do melhor (e de forma imediata), você automaticamente está pagando mais caro pelo que deseja. Lembre-se de que, quanto mais fácil o crédito, mais caro ele é, deixe de pagar a fatura do cartão de crédito ou cobrir o cheque especial para ver o que acontece.

 

Toda Riqueza Tem Limite

 

Existem inúmeros casos em que milionários perdem sua fortuna alguns anos após conquistá-la. Esse é caso de ganhadores da mega-sena, artista da TV e do cinema… não importa, afinal de contas, dinheiro não leva desaforo pra casa!

 

Você pode recorrer ao cartão de crédito, cheque especial, empréstimo, mas uma hora a conta vai chegar e ela é cara. Se em um primeiro momento você trilhava o caminho das compras, terá dificuldades para evitar a falência.

 

É nesse ponto que encontramos o tema desse artigo, a Riqueza Virtual, ou seja, o ato de recorrer à um dinheiro que não temos, que não é nosso, uma riqueza que não existe. A riqueza só existe para quem empresta, é o credor que recebe os juros pelos gastos desenfreados de milhões de pessoas.

 

O cartão de crédito tem um limite, assim como o cheque especial. No momento em que você superá-los, seu nome entrará no SPC e para reverter o processo será necessário renegociar suas dívidas e até vender a maioria ( senão todos ) os produtos que adquiriu em seus momentos de “riqueza”.

 

Ainda Há Salvação?

 

Sim, porém é preciso agir na essência do problema, estou falando sobre a educação financeira. Não há pessoa ou empresa que continue funcionando sem o mínimo de planejamento financeiro.

 

No momento que vivemos, a abordagem ativa sobre nossas receitas e despesas nunca foi tão importante. É preciso entender regras simples como “nunca gastar mais do que se ganha”, é preciso poupar e investir o dinheiro para realizar sonhos.

 

A educação financeira é tão importante que, deveria ser matéria obrigatória desde o nosso primeiro contato com a escola, mas, deixando a utopia de lado, podemos dar o primeiro passo hoje mesmo e aprender sobre planejamento/orçamento, inflação e investimentos.

 

Pare de culpar o Governo ou crucificar seu gerente de banco quando estiver passando por dificuldades financeiras, afinal de contas, você é o responsável direto sobre seu dinheiro, bem como o que fez e o que pode fazer com ele daqui em diante.

 

Essas são algumas características dessa geração que está trilhando o caminho das dívidas. Para finalizar, recomendo que leia o artigo “Porque Existem Pobres que Vivem Como Ricos?”.

 

E então, você faz ou já fez parte dessa geração da riqueza virtual? Comente!

 

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