Renegociar suas dívidas é tão importante quanto aprender a evitá-las

Escrito por: - Publicado em: 31/03/2017

Em 2016, mais de 50% das famílias brasileiras estavam endividadas. Em 2017 não está sendo diferente, os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), ainda são reais. Os motivos são muitos, a crise que o país atravessa, a falta de uma reserva financeira da família, as compras por impulso…

 

Com a liberação do FGTS, a melhor decisão seria quitar essas dívidas e botar ordem na casa. Outra opção, citada por Ricardo Pereira, sócio do Dinheirama, é optar pela renegociação das dívidas, que segundo ele, é tão importante quanto evitar a realização das próprias dívidas. Confira as dicas de Ricardo abaixo.

 

Conheça seus credores e consulte suas dívidas

 

Serviços como o Serasa e SPC adicionam fazem o cadastro do devedor após solicitação da empresa credora, que informa que determinado pagamento não foi recebido.

 

Mas, antes que isso aconteça, o devedor recebe em sua casa uma correspondência da instituição em que ela informa o débito e oferece algumas opções de pagamentos e negociação. Quem não faz o pagamento, tem seu nome protestado.

 

Se você já está nessa situação há algum tempo, é importante fazer uma pesquisa no Serasa e SPC para saber os valores devidos e qual a atual situação de seu cadastro/dívida.

 

Conhecendo o tamanho da dívida, você poderá se programar e fazer uma lista do que é prioridade para pagamento e o que pode esperar.

 

Renegocie e regularize direto com a instituição

 

Uma das formas de eliminar a dívida é buscar uma negociação direta com a instituição credora. Após reconhecer o valor que tem que ser pago, faça contato com cada empresa e apresente uma proposta para saldar a dívida.

 

Como muitas pessoas ainda estão passando dificuldades com a crise, as instituições financeiras continuam não recebendo. Por isso, eles prezam e valorizam quem realmente toma a iniciativa de saldar as dívidas.

 

Em muitos casos, é cobrada apenas uma taxa administrativa ou os juros correspondentes ao tempo em que a dívida não foi paga. Não é difícil encontrar casos de pessoas que conseguiram reduzir substancialmente os valores devidos com esse tipo de renegociação.

 

Pode até parecer estranha tamanha discrepância no valor real do acordo em relação à dívida anunciada, mas as instituições preferem receber e futuramente voltar a ter a pessoa como cliente do que arrastar essa dívida por mais tempo – correr o risco de nunca receber nada.

 

Você também pode (deve) usar os serviços de proteção ao consumidor, como Procon, Idec e outros, para ajudá-lo na renegociação. Eles podem orientá-lo sobre como deve ser a abordagem, qual a melhor maneira de apresentar aos credores a sua proposta e por aí vai. Experimente.

 

Feirão de renegociação

 

Atualmente, tanto o Serasa quanto o SPC fazem diversos feirões para renegociação de dívidas. Nesses locais, o consumidor que está devendo pode aproveitar diversas vantagens, como juros mais baixos, e assim eliminar aquela dívida que tanto lhe incomoda.

 

Além disso, nesses feirões também se conhece o valor total das dívidas e o que realmente vale a pena pagar naquele momento.

 

Os feirões também costumam contar com o acompanhamento dos órgãos de defesa do consumidor, o que torna as negociações realizadas ainda mais vantajosas e sempre coerentes com o que diz o Código de Defesa do Consumidor. Tudo acontece sem abusos.

 

Faça acordos respeitando o seu orçamento

 

Um ponto importante é fazer um acordo com valores que caibam dentro do seu orçamento. Tenha em mente que é pior fechar um acordo sugerindo valores que não cabem no seu orçamento, portanto analise com calma e proponha uma solução factível para você.

 

Fazer um acordo qualquer e considerar valores fora do seu orçamento só gerará mais problemas, afinal alguns descontos concedidos poderão ser perdidos em uma nova negociação no futuro.

 

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