Quando é válido aceitar uma contraproposta salarial?

Escrito por: - Publicado em: 01/12/2014

Mais um dia normal no escritório. As mesmas tarefas, as reuniões e as velhas cobranças. Depois de três anos na empresa, a rotina, que inicialmente era empolgante, já não apresenta nenhum estímulo profissional ou pessoal. As promessas de promoção não se concretizaram e o salário não aumentou. Pior ainda: a sensação é de que a carreira está estagnada. Surpresa! O alarme do celular dispara e é um e-mail com uma oportunidade de trabalho. Os currículos enviados finalmente surtiram efeito. O salário é o mesmo, mas a empresa é maior. Ao explicar a situação para o chefe, mais uma surpresa: uma contraposta.

A situação acima descrita é mais comum do que se imagina. De acordo com uma pesquisa realizada pela Robert Half, especializada em recrutamento, 69% dos profissionais recebem contrapropostas quando dizem que vão deixar o emprego. A grande questão é que, segundo o mesmo estudo, 36% das pessoas se arrependem de ter aceitado a oferta da antiga empresa. Quando pode ser uma boa jogada aceitar esse tipo de proposta? Pretendemos responder a questão nesse post, com alguns dos principais pontos que devem ser observados, para que você não se arrependa depois. Confira!

Crescimento profissional: ter perspectiva é fundamental

Vamos supor que, no cenário acima descrito, a proposta de aumento salarial realmente seja empolgante. No entanto, será mesmo prudente aceitá-la? Antes de mais nada, é importante avaliar os motivos que estão fazendo com que você procure novas oportunidades. No estudo Talent Trends 2014, realizado pelo LinkedIn, podemos extrair algumas pistas interessantes sobre essa motivação: atualmente, cerca de 52% das pessoas que estão na rede social procuram por novas posições, e não melhores salários.

A grande questão é que, na maioria dos casos, salários maiores acabam incentivando a acomodação. Além disso, as pessoas costumam se habituar com o contracheque, o que pode contribuir para a permanência de uma situação de insatisfação no futuro. Procurar por novos desafios certamente é um bom motivo para mudar de emprego, portanto, se o salário realmente não compensar ou não forem ofertados novos cargos, pode ser mesmo a hora de vestir a camisa de outra empresa.

Expectativa financeira: quando o problema realmente é salarial

As contas não param de chegar, isso todo mundo está cansado de saber. Muitas pessoas estão dispostas a trocar de cargo ou de empresa simplesmente porque precisam garantir uma folga a mais para as finanças pessoais. Em alguns casos, inclusive, o relacionamento com a empresa é ótimo, o cargo é excelente e a conciliação entre vida pessoal e profissional é extremamente fluida. Nessas situações uma contraproposta que ofereça um aumento salarial realmente pode ser uma excelente jogada.

Faça as contas e veja se o novo salário ofertado pela empresa atual pode realmente satisfazer as suas necessidades e ambições pessoais. Lembre-se de que a estabilidade também é um fator importante, principalmente para aqueles que buscam garantir o equilíbrio financeiro.

Pequenos detalhes: muita coisa está em jogo

O último ponto a ser avaliado são as pequenas minúcias que podem fazer toda a diferença no seu dia a dia. A localização da empresa, por exemplo, é um fator que influencia diretamente a qualidade de vida de uma pessoa, já que perder horas no trânsito pode levar ao estresse. Por outro lado, questões como o ambiente de trabalho, a segurança, as pessoas, os valores das duas companhias e, indo mais além, até mesmo decoração do escritório, afetam muito mais a nossa rotina do que parecem.

Por esse motivo, antes de tomar a sua decisão, faça uma lista estabelecendo os critérios que considera mais importantes em um emprego. Avalie ponto por ponto e identifique qual das duas empresas sairá vitoriosa na sua própria contagem. Lembre-se de que quanto mais apurada for a sua escolha, menores serão as chances de se arrepender no futuro, por isso planeje bem o seu próximo passo a partir de agora.

Cuidado! Ética profissional acima de tudo!

Para concluir, é importante deixar claro que essa situação requer muito cuidado por parte do profissional, que deverá evitar um comportamento antiético. Em hipótese alguma faça um ‘leilão’ entre as duas empresas, fato que certamente irá prejudicar sua imagem em ambas — pode acontecer, inclusive, de você ficar sem emprego algum. O ideal é ser transparente e claro com o chefe, e não retornar para o outro interessado com o intuito de propor um novo salário em virtude da contraproposta que foi feita.

Outro ponto importante é deixar claro que a apresentação de qualquer tipo de oferta deve partir da sua própria empresa de uma forma natural. Jamais assuma a posição de chantagista, outro fator que certamente contribuirá para deixar uma má impressão na área em que atua. A decisão de sair realmente deve ser legítima, sendo que o aceite ou não da permanência deve ser feito de forma criteriosa.

Você já recebeu uma contraproposta? Aceitou? Conte a sua experiência nos comentários! Em seguida, leia outros temas de seu interesse:

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