Quais os efeitos da alta do dólar no nosso dia a dia

Escrito por: - Publicado em: 06/01/2016

O ano de 2015 foi de forte elevação do câmbio no Brasil. Nos últimos meses, vimos a moeda americana aumentar vertiginosamente, com vários efeitos para a economia brasileira. Alguns deles foram positivos, mas outros trouxeram diversas consequências negativas para nossa economia. Pensando nisso, listamos os principais efeitos da alta do dólar em nosso dia a dia. Confira!

 

Inflaciona o turismo nacional

 

Com a alta do dólar, o turista brasileiro tem duas opções: viajar para países estrangeiros que não utilizam a moeda americana ou escolher destinos nacionais. Além disso, o fato de o real estar desvalorizado em relação ao dólar faz com que seja mais barato para estrangeiros viajarem no Brasil. Ou seja, em ambas as situações o fluxo de turistas no território nacional aumenta.

 

Isso gera uma pressão inflacionária também no setor de turismo. Há mais demanda do que oferta de quartos de hotel, passagens aéreas e reservas em restaurantes, por exemplo. Como o preço de muitos desses serviços é cotado justamente de acordo com a relação entre oferta e procura, o que o turista percebe é um aumento dos preços, o que pode encarecer as férias de quem pretende visitar destinos nacionais.

 

Atinge os exportadores

 

Nem todos os efeitos da alta do dólar são negativos. Muitos produtores nacionais estão extremamente satisfeitos com a elevação da moeda estrangeira. Isso ocorre por dois motivos. Primeiramente, o dólar estar mais caro significa que, depois da conversão, o produtor nacional recebe mais em reais do que normalmente ganharia em caso de venda de mercadoria no exterior. Em segundo lugar, ele se torna mais competitivo no cenário internacional, já que consegue produzir com custos menores o que produtores de outros países normalmente não conseguem.

 

Dessa forma, áreas da economia que trabalham com exportação acabam tendo seu cotidiano aquecido por essas novas condições.

 

Encarece o setor de alimentação

 

A alta do dólar também afeta o setor alimentício. Produtos importados como vinhos são cotados em dólar e seus preços recebem reajuste imediato. Além disso, muitos alimentos que consumimos, por mais que não sejam importados diretamente de outros países, utilizam ingredientes estrangeiros em sua composição. Esse é o caso clássico do pãozinho francês, que leva trigo em sua fabricação. O trigo é uma commodity importada da Argentina e dos Estados Unidos, cotada em dólar.

 

Eleva o preço dos combustíveis

 

Um efeito direto da alta do dólar na vida dos brasileiros é uma elevação geral no preço dos combustíveis em todo território. Isso pode parecer estranho para algumas pessoas, já que a Petrobrás é uma empresa vinculada ao estado e temos grande oferta de petróleo no país. No entanto, seus preços são cotados em dólar (pelo barril) em todo o mundo, ainda que a extração ocorra no Brasil.

 

Isso significa que combustíveis como a gasolina e o diesel seguem essa mesma alta de preços que o barril de petróleo. E engana-se quem acha que esse aumento afeta somente os proprietários de veículos automotores, já que as tarifas de transporte público também costumam ser reajustadas quando há alta do preço do combustível. Em um estágio mais avançado, esse aumento também influi no preço de transporte de cargas, que no Brasil é feito em grande parte por caminhões movidos a diesel. Assim, o consumidor também sofre repasse de preços de qualquer produto que necessite desses transportes.

 

Contribui para o reajuste no setor de serviços

 

A alta do dólar afeta o setor de serviços como um todo. Muitos aparelhos e utensílios são importados. Por exemplo, no dia a dia do trabalho de um dentista, há diversos produtos químicos e equipamentos importados utilizados diariamente. Assim, o aumento do dólar contribui para um aumento geral do valor das consultas e tratamentos.

 

O mesmo ocorre, por exemplo, em uma empresa que fornece assistência técnica na área de tecnologia da informação. Muitas matérias-primas e assinaturas de produtos estrangeiros são adquiridas em dólar, o que também contribui para um reajuste geral das tabelas de preço desses setores.

 

Aumento do dólar pressiona a taxa de inflação

 

Levando todos esses fatores em consideração, é uma consequência natural da alta do dólar a pressão sobre a taxa de inflação de nossa moeda. Os reajustes de preços são inevitáveis nos mais diversos setores, até mesmo nos que são indiretamente afetados pela elevação do preço da moeda americana. Em um cenário econômico de rebaixamento das notas de investimento do Brasil, de incertezas econômicas e de desemprego crescente, a alta da inflação só vem a complicar o cenário financeiro nacional.

 

Compromete os investimentos

 

A alta do dólar também afeta a vida do investidor brasileiro. Isso acontece por meio de alguns fenômenos característicos em momentos como esse: fuga de investimentos para outros países; rebaixamento das notas de investimento no Brasil; aumento da taxa de juros para atrair mais investimentos e compensar os efeitos da inflação. A alta de juros afeta investimentos que antes eram considerados de baixo rendimento, como é o caso da Renda Fixa e dos Títulos do Tesouro Nacional. Eles agora passam a ser mais rentáveis. Além disso, a poupança deixa de ser um investimento minimamente rentável, porque a alta da inflação também provocada pelo dólar faz com que seus rendimentos não compensem sua perda de valor.

 

E você, conhece outros efeitos da alta do dólar em seu dia a dia? Deixe aqui seu comentário! Participe!

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