Primeiro filho a caminho? Veja como fazer o planejamento financeiro

Escrito por: - Publicado em: 13/03/2017

A chegada de um novo bebê é sempre motivo para muita alegria e comemoração. Mas como bem sabemos, nem tudo são flores, não é verdade? Trazer uma nova pessoa para o mundo também é razão para muita preocupação e, de certo modo, para que rotinas e estilos de vida sejam repensados.

 

Entre os diversos cuidados vinculados à chegada de um primogênito, destacam-se os muitos gastos que serão necessários para a criação e educação da criança ao longo da vida. Por esse motivo, um planejamento financeiro é essencial para que desgastes, dores de cabeça e apertos sejam evitados ao longo dos anos.

 

Pensando nisso, reunimos, no artigo de hoje, algumas dicas preciosas sobre como elaborar um planejamento financeiro para o seu primeiro filho. Preparado? Então continue a leitura!

 

Avalie as condições financeiras da família

 

Um planejamento financeiro requer uma avaliação prévia muito cuidadosa das finanças da família para, então, iniciar a elaboração de estratégias de articulação econômica. Para tanto, é importante enumerar quais são os gastos, despesas, renda e ganhos extras de cada membro da família. Os principais aspectos a serem documentados são:

 

  • moradia;
  • transporte;
  • alimentação;
  • impostos;
  • lazer.

 

Feito esse levantamento, é necessário analisar quão organizadas estão as finanças e se as receitas superam as despesas. Caso isto não ocorra, o alerta deve ser acionado: será necessário uma remodelação de condutas para redução dos gastos ou, até mesmo, para aumento dos ganhos.

 

Estabeleça prioridades

 

Concluída a etapa anterior, será o momento de definir quais são as prioridades da família no que diz respeito ao orçamento familiar. É realmente necessário trocar de carro todo ano ou utilizar um grande pacote de televisão a cabo se, por algum motivo, quase não se liga a TV em casa?

 

Lembre-se que simplesmente expandir a renda da família nem sempre é a solução. Muitas vezes apenas uma reeducação financeira pode transformar radicalmente a rotina da família. Ademais, o pequeno que está chegando demandará tempo e atenção, o que significa que arrumar outro emprego e comprometer mais a agenda diária provavelmente não é uma alternativa feliz.

 

Preveja gastos futuros

 

Em seguida será o momento de enumerar quais despesas a família terá que arcar, pelo menos, nos primeiros anos de vida da criança. Entre os gastos relacionados à criação de uma criança, alguns são praticamente invariáveis, veja alguns deles:

 

  • reforma da casa para adaptação e minimização de perigos;
  • montagem de enxoval;
  • mobília infantil;
  • remédios;
  • artigos básicos como fraldas, mamadeiras, trocador, banheira, carrinho, etc.

 

Por mais que pareça tentador comprar artigos extremamente caros ou luxuosos para o tão esperado bebê, a cautela nunca deve ser deixada de lado. Primeiro porque alguns artigos simplesmente são dispensáveis, como brinquedos ultra-avançados ou marcas de grife.

 

Segundo porque trata-se de artigos que logo tornam-se obsoletos, como é o caso das roupinhas, brinquedos, entre outros. O bebê crescerá rapidamente e não vai prestar atenção se tem um macacão muito sofisticado ou simples.

 

A mensagem é clara: minimize supérfluos e poupe sempre que possível. Afinal, a tendência é que, à medida que cresçam, os filhos tenham despesas cada vez mais altas.

 

Tenha uma reserva financeira

 

Poupar para estar preparado em casos de emergência é vital para qualquer pessoa. E essa deve ser uma preocupação ainda mais central na vida de quem está se preparando para ter uma criança. Um fundo de emergência ideal deve garantir a manutenção financeira da família por, pelo menos, 4 meses sem “entrada no caixa”.

 

Para estipular quanto isso representa para o seu núcleo familiar, avalie as documentações de gastos passados e as despesas que serão necessárias com a chegada do bebê. Além disso, caso essa reserva não seja nunca usada, e é exatamente o que se espera, ela poderá ser ampliada gradativamente, servindo como uma grande segurança para a família.

 

O planejamento a longo prazo incluirá, ainda, dispêndios com educação (escolinhas, colégios e até mesmo ensino superior). Logo, para esses fins, o ideal é a criação de uma poupança que deverá permanecer sempre intocada.

 

Reavalie seus hábitos

 

Reduzir nosso lado consumista sempre é importante para uma saúde financeira equilibrada. Com uma criança no cenário, isso atinge desdobramentos ainda maiores: além de ela exigir mais recursos e, portanto, mais cuidados, ainda existe o fato de que, muito provavelmente, o pequeno refletirá seus hábitos ao longo da vida. Logo, hora de pensar em passar os melhores exemplos, não é verdade?

 

Seus padrões de consumo serão alterados inevitavelmente. E é bom aproveitar esse ensejo para melhorar e corrigir velhos vícios: pensar em formas mais conscientes de lidar com a água, a luz, o lixo, os hábitos alimentares, entre diversos outros.

 

Outro ponto que faz toda a diferença no balanço financeiro no final do mês é o hábito de pesquisar cuidadosamente preços antes de comprar. As diferenças de valores praticados no mercado costumam ser drásticas, exatamente porque muita gente ainda não pesquisa com um cuidado maior antes de consumir.

 

Por isso, cultive a prática de pesquisar preços, avaliar a reputação das lojas e, claro, sempre questionar se aquilo que se pretende adquirir é realmente necessário e se está dentro do permitido pelo orçamento.

 

Com as ferramentas de pesquisa de preços na internet, além de outras soluções tecnológicas para gestão financeira, essa é uma tarefa bem mais fácil. E o melhor é que tudo isso ainda poderá ajudar a conquistar outras metas, como a compra de algum item para a criança, troca de casa, etc.

 

Preocupe-se com um plano de saúde

 

Caso a sua família ainda não possua um plano de saúde, talvez seja interessante começar a organizar o orçamento para investir em um. Além de precisar do pré-natal, acompanhamento ginecológico, gastos com parto e período de resguardo, a criança está muito mais exposta a riscos durante a infância, por isso, ter o conforto de contar com um plano privado de saúde pode ser um verdadeiro alívio.

 

Por outro lado, caso a família já possua um plano, a preocupação deverá ser a de ampliá-lo para incluir o novo membro familiar. Na hora de escolher seu plano, entretanto, é importante avaliar minuciosamente se ele poderá realmente ser encaixado no orçamento e o que realmente cobre.

 

E você, já elaborou o planejamento financeiro para a chegada do seu primogênito? Gostou das nossas dicas? Compartilhe suas impressões nos comentários!

 

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