Onde investir com a alta da taxa Selic?

Escrito por: - Publicado em: 29/03/2016

Onde investir na crise com a alta da taxa Selic? Para aplacar a inflação, o Banco Central, após as últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), realizou constantes aumentos na taxa básica de juros brasileira. Mas como essas movimentações da política econômica podem impactar os seus investimentos?

 

A taxa Selic é utilizada como referência para uma série de aplicações financeiras e para a definição das taxas do setor de crédito. Entender como maiores taxas e a inflação impactam o seu dinheiro é indispensável para quem busca aplicações rentáveis e capazes de providenciar um grande retorno financeiro.

 

Quer saber mais sobre o tema? Então leia o nosso post de hoje!

 

O que é a taxa Selic

 

A taxa básica de juros brasileira incide sobre todas as operações financeiras nacionais e os financiamentos diários lastreados pelos títulos públicos que estão registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

 

Pela sua influência nos rumos da economia, a taxa Selic é um dos instrumentos mais tradicionais do Banco Central para o controle da economia. Ela pode ser a peça-chave para muitos investidores decidirem aplicar os seus recurso em títulos públicos, planos de renda fixa ou na renda variável.

 

A taxa básica de juros também influenciará a taxa de investimentos privados e o gasto das pessoas com bens não produtivos. Dessa forma, uma Selic alta impactará diretamente na inflação registrada no Brasil, no crescimento do PIB e nos índices de consumo e investimento privado. Contudo, a sua variação está ligada diretamente à situação das contas públicas e da economia nacional, o que impede a sua redução sem o suporte dos fundamentos básicos.

 

Quais são as melhores aplicações com a Selic em alta

 

A alta da taxa básica de juros da economia beneficia, principalmente, os investimentos de renda fixa. Aplicações como o Tesouro Direto chegam a render 7% a mais do que a inflação registrada em 2015. Entre as melhores opções do mercado, podemos destacar:

 

Tesouro Direto

 

Os títulos da dívida pública, também conhecidos como Tesouro Direto ganharam destaque nos últimos meses com o aumento da inflação e da Selic. Eles são vendidos em modalidades com rendimentos atrelados à inflação e a taxa de juros.

 

O vencimento pode ser de curto, médio e longo prazo, indo de alguns anos e chegando a algumas décadas. Já as formas de pagamento dos dividendos podem ser semestrais ou apenas na data de vencimento do título.

 

As aplicações atreladas à taxa Selic (também conhecidas como LFT) são indicadas para quem acredita na tendência da taxa de juros continuar sendo elevada. Ela possui menor volatilidade, o que diminui a possibilidade de perdas de longo prazo. Nesse sentido, a LFT é considerada um título para quem possui um perfil conservado.

 

A LFT não possui pagamento de juros semestral, o que a torna também mais interessante para quem não possui a necessidade de sacar ou receber algum dividendo antes do final do perídio da aplicação. Para começar a investir no Tesouro Direto, basta uma aplicação de R$ 30,00. E se algo acontecer e o investidor desejar vender o título antes do seu vencimento, o Tesouro o recomprará pelo seu valor de mercado.

 

LCA, CDB e LCI

 

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) junto com a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e o Certificado de Depósito Bancário (CDB) são três tipos de investimento para quem possui grandes recursos, procura uma rentabilidade maior do que a poupança e não pretende lidar com o Imposto de Renda.

 

Nesse tipo de aplicação, o investidor “empresta” dinheiro para o banco e não para o Tesouro. Os recursos aplicados serão, então, utilizados pela empresa para as suas linhas de crédito setorizadas. Em outras palavras, você faz um empréstimo para o banco poder realizar outro com o seu dinheiro a uma taxa de juros maior.

 

As remunerações da LCI, LCA e CDB podem ser do tipo prefixada, pós-fixada e pré e pós-fixada. A pós e a pré e pós-fixadas são as que estão atreladas a índices como a taxa Selic.

 

Nem sempre esse tipo de investimento será acessível para todos os perfis. Em alguns casos, o investidor precisa fazer um aporte de alguns milhares de reais para começar a aplicar.

 

Já o CDB, ao contrário da LCI e do LCA, não conta com a isenção do Imposto de Renda. Vale lembrar, também, que essas aplicações estão cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege os investidores com valores de até R$ 250 mil caso a instituição financeira seja liquidada.

 

Poupança: risco a ser evitado

 

A alta da inflação fez com que a poupança fosse vista como um tipo de investimento a ser ignorado por muitas pessoas. A aplicação mais popular do Brasil está registrando rendimentos anuais abaixo da inflação brasileira. Dessa forma, quem aplica na caderneta está, efetivamente, perdendo dinheiro.

 

Nesse sentido, as aplicações atreladas a Selic passaram a ser elegidas em contrapartida com a poupança. Elas são capazes de garantir retornos sólidos e acima da inflação anualmente, além de serem mais seguras.

 

Como se preparar para um futuro com mais recursos financeiros

 

Muitas pessoas não sabem qual a melhor forma de cuidar do seu dinheiro. Sempre que sobra algo no final do mês, muitos de nós optamos por guardar os valores em uma caderneta de poupança ou apenas gastar com aparelhos eletrônicos ou diversão.

 

No entanto, existem aqueles que pretender poupar hoje para garantir um futuro próspero. Essas pessoas devem estar atentas aos movimentos do mercado e da economia. Mudanças como a alta da inflação e da taxa básica de juros são fundamentais para entender quais são as melhores aplicações financeiras.

 

Nesse cenário, os títulos da dívida pública, a LCI e a LCA atreladas à Selic ganharam destaque nos últimos meses. Elas foram capazes de fornecer juros acima da inflação e da poupança, algo que muitos procuram em tempos de crise econômica.

 

Atingir o pleno sucesso financeiro exige que pessoas saibam em quais locais colocar os seus recursos e como planejar corretamente cada passo. Isso pode ser feito com o auxílio de planejadores financeiros. Os apps de gestão orçamentária podem tornar a sua administração financeira mais simples e eficiente.

 

Quer saber mais sobre o que levou o Banco Central a aumentar a taxa Selic? Então leia o nosso post sobre a crise econômica!

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