Jogos de azar x finanças pessoais

Escrito por: - Publicado em: 31/08/2012

Entre as muitas dificuldades que há em finanças pessoais nada pode ser pior do que ser apaixonado por jogos de azar. Apesar da proibição dessa modalidade de jogos no Brasil, há muitas casas clandestinas que se aproveitam da paixão das pessoas por tais jogos e se apropriam do dinheiro desses jogadores.

 

Elas contam com máquinas caça níqueis, máquinas de vídeo pôquer, sessões de bingo entre outras. Há sempre um tipo de jogo para cada tipo de cliente.

 

Os jogos de azar têm essa denominação pois quem os joga normalmente terá o azar de perder muito dinheiro para os proprietários das casas de jogos. E, por serem clandestinos, e não regulamentados pelo Estado, os proprietários abusam da programação das máquinas e ficam com lucros exorbitantes, sem se preocupar com as finanças de seus clientes. Ali o principal objetivo dos donos das máquinas é tirar o máximo dinheiro possível dos jogadores, identificando os mais vulneráveis e privilegiando-os com bônus ou até mesmo com refeições gratuitas durante os períodos em que o jogador se encontra jogando.

 

Assim como outros comportamentos compulsivos, o jogo começa como um prazer e aos poucos se transforma numa atividade da qual o jogador não consegue mais escapar. Ou seja, apesar da culpa por estar perdendo muito dinheiro de suas economias para as máquinas ou em mesas de carteado, o jogador continua jogando e não tem controle para conseguir parar de jogar, muito embora em conversa com essas pessoas seja possível ouvi-las afirmando que podem parar a qualquer momento quando quiserem. Essa característica também é muito comum em fumantes e alcoólatras.

 

Não há alto salário ou estratégia financeira que consiga resistir a uma situação de compulsão a jogos de azar já que o jogador viciado não irá parar baseado numa estratégia racional. Geralmente tais jogadores param de jogar quando não têm mais de onde retirar dinheiro. Além disso é normal que as casas emprestem dinheiro para o jogador para que esse fique devendo ainda mais para o proprietário do jogo.

 

É fundamental, portanto, que ao notar o comportamento obsessivo em relação a jogos de azar ou qualquer outro tipo de atividade que dê prazer, mas que vá acabando com as economias financeiras, muitas vezes de uma vida inteira, que o jogador procure auxílio especializado. Por mais que o compulsivo acredite que ele vá conseguir resolver seu problema sozinho, infelizmente ele não conseguirá sem o apoio de um psicólogo ou psiquiatra especializado nesse tipo de comportamento.

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