Imposto de Renda: como preparar sua declaração

Escrito por: - Publicado em: 10/02/2017

A declaração do Imposto de Renda pode deixar muita gente com o cabelo em pé. Para se organizar com antecedência e não correr o risco de cair em malha fina, é bom se preparar cedo. O prazo para a entrega da declaração para pessoas físicas começa em 02 de março e vai até o dia 28 de abril.

 

O site Finanças Femininas conversou com dois profissionais da área para deixar você mais tranquilo para quando for fazer a declaração. Confira as dicas.

 

1) Reúna os documentos necessários

 

Todas as movimentações declaradas precisam de documentos que as comprovem. Isso vale tanto para aumento quanto diminuição no patrimônio. Por isso, o primeiro passo para evitar erros na declaração é garantir que todos os comprovantes estejam devidamente reunidos. “O fisco não exige juntada de documentos na entrega da declaração, porém poderá solicitar a qualquer momento comprovação do que foi declarado”, diz Jaime Rodrigues, mestre em contabilidade e sócio da Trevisan Gestão e Consultoria.

 

Os especialistas orientam que as pessoas não devem deixar para pensar na declaração apenas na hora da entrega: a documentação deve ser reunida sempre que houver uma nova movimentação. “Além de facilitar a declaração, isso permite ao indivíduo verificar se existe algum benefício fiscal que possa ser realizado, reduzindo o imposto a pagar”, diz Humberto Rocha, professor da Saint Paul Escola de Negócios.

 

Esse processo de preparo será muito útil para que você possa se organizar. Dependendo da quantidade de movimentações que teve durante o ano, a documentação pode ser vasta, por isso, é importante pesquisar e prestar atenção específica a cada caso. Aqui separamos alguns dos principais documentos a serem reunidos:

 

– Informes de rendimentos: os rendimentos são a base do Imposto de Renda. Nos informes, as fontes pagadoras – como empregadores, bancos, corretoras e Previdência Social – reúnem todas as informações de pagamentos feitos a você ao longo do ano, destacando os impostos retidos na fonte. “Este documento é de suma importância para comprovar não só os rendimentos declarados, como os impostos retidos”, explica Rodrigues.

 

Neste ano, a Receita Federal deu até o dia 27 de fevereiro para entrega do Dirf (declaração de Imposto de Renda retido na fonte).

 

Caso os rendimentos tenham sido pagos por pessoas físicas ou vindos do exterior, eles devem ser declarados e os impostos recolhidos por meio do carnê-leão, mensalmente.

 

– Comprovante de aquisição ou venda de bens: a compra ou venda de bens e direitos, como imóveis, veículos e afins, também precisa ser declarada. É importante sempre ter em mãos o nome completo do adquirente ou vendedor, endereço e CPF ou CNPJ. “Os valores declarados devem ser os efetivamente recebidos. O fisco tem a sua movimentação bancária em mãos, portanto qualquer valor recebido diferente do constante em contrato poderá ser questionado com facilidade”, explica Rodrigues.

 

– Comprovantes de despesas dedutíveis: para aproveitar deduções com saúde e educação, por exemplo, também é importante reunir a documentação que comprove os gastos, sempre consciente dos limites. Os comprovantes de saúde devem trazer informações como nome da empresa ou profissional, CNPJ ou CPF, endereço do local e procedimento realizado. Em relação à educação própria ou de dependentes, é importante que haja o nome e CNPJ da instituição.

 

– Outros documentos: recibos de doações feitas ou recebidas, comprovantes de aluguéis, carnês de contribuições feitos ao INSS de empregados domésticos, comprovantes referentes à compra e venda de ações, empréstimos e financiamentos, pensão alimentícia, herança recebida etc.

 

2) Organize a declaração de dependentes

 

A partir deste ano, para fazer a declaração dos dependentes, será necessário apresentar o CPF daqueles que tiverem mais de 12 anos – antes, o documento só era necessário para maiores de 14 anos.

 

“Se declarado dependente, todo rendimento obtido por este deve fazer parte da sua declaração. Os bens registrados em nome dele também devem ser declarados na sua declaração”, explica Rodrigues. Além disso, Rocha afirma que é necessário sempre atentar-se aos limites autorizados pela Receita Federal.

 

3) Use o rascunho da RF

 

Para ajudá-lo a organizar a sua declaração, a Receita Federal disponibiliza o Rascunho IRPF. “Normalmente, o contribuinte deixa para pensar na declaração somente quando chega o momento da entrega. Para evitar esquecimentos, o fisco liberou essa ferramenta”, explica Rodrigues.

 

Por meio dela, é possível importar a declaração do ano anterior, que pode servir como base para a atual, e começar a registrar suas movimentações de 2016. Essas informações poderão ser utilizadas para facilitar o preenchimento da declaração deste ano.

 

4) Informe-se sobre as mudanças

 

Todo ano é incorporada alguma mudança à declaração de Imposto de Renda, seja de efeito tributário ou preenchimento. Para não cair no erro, portanto, é importante consultar o site da Receita e tomar conhecimento das alterações.

 

5) Faça o preenchimento com calma

 

Preencher a declaração exige muita atenção. É necessário conferir todos os números, valores e informações. Por isso, é fundamental ler as instruções antes de começar e tirar um tempo para fazê-lo com calma.

 

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