Entenda como a conjuntura econômica do país interfere na sua vida

Escrito por: - Publicado em: 01/08/2016

Atualmente estamos vivendo no Brasil uma situação bastante peculiar, que certamente ficará gravada como um dos momentos mais difíceis da nossa história. Ao lado de uma crise política inédita, também há um quadro econômico bastante diferente daquele que vivíamos até 2013, quando as perspectivas do país eram as melhores possíveis. De lá pra cá, muita coisa mudou: vimos a queda do nosso Produto Interno Bruto (PIB) ser acompanhada da elevação nas taxas de juros, do dólar e da volta da inflação, ao mesmo tempo em que o desemprego também voltou a assombrar o brasileiro.

 

Como a boa informação é importante para que você saiba se adaptar aos tempos atuais e também para que você possa se posicionar de maneira apropriada, vamos abordar aqui aspectos essenciais da conjuntura econômica nacional, mostrando também como eles interferem na sua vida. Confira!

 

PIB

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços que são produzidos em um país ao longo de um ano, levando em conta o comércio, a indústria e a agropecuária nacional. Desta forma, esse indicador oferece um retrato fiel da situação econômica da nação.

 

Quando o PIB vai mal, é sinal de que toda a economia também se encontra em situação difícil. A queda do PIB significa que as empresas estão vendendo menos, o que afeta a distribuição de renda que é feita por intermédio dos salários que são pagos aos trabalhadores e pelo pagamento dos lucros que as empresas fazem aos seus sócios.

 

Dessa forma, entra menos dinheiro na economia. Com menos dinheiro, as pessoas consomem menos mercadorias, acentuando ainda mais a queda no volume de venda no comércio, que passa a comprar menos das fábricas. Com volume reduzido de vendas, comércio e indústria faturam menos e, se a situação dura por muito tempo, os empresários são obrigados a demitir, agravando a situação do consumo.

 

Ao mesmo tempo, há uma queda na arrecadação dos impostos, o que afeta o investimento em infraestrutura, como, por exemplo, na manutenção das estradas e do transporte público, como também em saúde e em educação, entre outros setores que são de responsabilidade do Estado, o que piora as condições da população em geral.

 

Ainda, há uma dificuldade maior para a obtenção de crédito, que fica mais caro nos bancos, uma vez que há menos dinheiro circulando. O crédito mais caro acaba provocando uma queda no consumo de bens diversos, como imóveis e veículos, o que contribuirá para que a redução no PIB se torne ainda maior.

 

Alta do dólar

 

Atualmente, o mundo vive em uma economia globalizada, na qual a troca de produtos entre os países é feita com maior facilidade. Contudo, é preciso ressaltar que todas as transações comerciais que são realizadas entre os países têm seus valores fixados em dólar. Sendo assim, quando compramos produtos importados com o dólar mais alto pagaremos mais por eles.

 

Um exemplo simples. Se compramos uma calça jeans que chega ao consumidor brasileiro pelo preço de US$50, com o dólar a R$ 3,50, pagaremos por ela R$ 175, enquanto pagaríamos pela mesma calça apenas R$ 100 se o dólar estivesse cotado a R$ 2,00, como esteve em 2009.

 

Então, a solução seria simplesmente evitar a compra de produtos importados, podem pensar alguns. Realmente, preferir produtos nacionais é uma boa ideia, porque ajuda a manter a economia do país. Porém, infelizmente essa não é uma solução completa, uma vez que há produtos nacionais de consumo diário que sofrem a interferência direta do dólar.

 

A farinha de trigo que produz o pão francês, por exemplo, é importada e tem a cotação fixada em dólar. Com o dólar mais alto, o nosso pãozinho fica mais caro. Ao mesmo tempo, muitos dos equipamentos que a indústria utiliza são fabricados no exterior, da mesma forma que as peças de veículos, entre outras, que são compradas em dólar, o que acaba influenciando o preço de produtos nacionais.

 

Taxa de juros

 

As taxas de juros que as instituições financeiras praticam seguem a orientação da taxa Selic, que é fixada pelo Banco Central. Assim, quando há alteração na taxa Selic todos os bancos também alteram os juros que cobram dos clientes. Naturalmente, com a Selic mais alta, fica mais caro tomar dinheiro emprestado, o que dificulta a compra de bens financiados.

 

Só para termos uma ideia do que isso significa, atualmente a taxa Selic é de 14,25% ao ano, o dobro do que era praticado em 2013, quando a conjuntura econômica do país era oposta à atual.

 

Inflação

 

inflação é uma velha conhecida do brasileiro, que chegou a nos apavorar anos atrás, mas que acabou controlada desde a implantação do Plano Real, em 1994. Ainda que esteja muito distante dos patamares estratosféricos do início dos anos 1990, esse aspecto da economia volta a incomodar e criar o temor do descontrole.

 

De modo simplificado, o processo inflacionário é uma reação natural da economia que ocorre quando há elevação de preço dos produtos, o que em condições normais acontece em função de fatores relacionados à oferta e à demanda. Em sentido contrário, quando há redução de preços o processo é chamado “deflação”.

 

Isso quer dizer que uma inflação sob controle não é problemática e faz parte da variação da rotina de qualquer economia saudável. Contudo, quando ela se torna excessiva, começa a provocar a corrosão do poder aquisitivo das pessoas, que não têm o aumento dos ganhos com salários ou retiradas nas empresas proporcional ao aumento do preço dos produtos.

 

Taxa de desemprego

 

A taxa de desemprego de um país é medida pelo percentual de pessoas que estão desempregadas entre aquelas que são economicamente ativas. Além das dificuldades evidentes que um desempregado passa, também é importante considerar a taxa de desemprego como um indicador especial da qualidade da economia e, portanto, da qualidade de vida que a conjuntura é capaz de proporcionar aos cidadãos.

 

Naturalmente, com mais pessoas desempregadas todo aquele ciclo negativo da queda do consumo é acentuado, o que acaba nos afetando diretamente.

 

Como a conjuntura econômica está afetando a sua vida? Participe, deixe aqui o seu comentário!

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