Empreendedoras e especialista ensinam a ganhar dinheiro extra no Carnaval

Escrito por: - Publicado em: 03/02/2017

Pra muita gente, o Carnaval é um período de lazer, festas ou até de descanso. Mas existem algumas pessoas que aproveitam os dias do Carnaval para ganhar uma graninha extra, que entram muito bem no orçamento do ano.

 

O site Finanças Femininas conversou com mulheres que tiraram a vontade de empreender da gaveta e foram pra rua botar sua ideia empreendedora em prática. Dá uma conferida e inspire-se!

 

Bruna Costa, 25 anos, vende acessórios carnavalescos

 

Quando falta respiro no orçamento para comprar a fantasia inteira, basta um adereço divertido para dar ao visual todo o clima carnavalesco. Esse gracejo foi a origem do negócio de Bruna, que no dia a dia é arquiteta. “Começou com uma simples brincadeira, pois eu fazia acessórios para as minhas amigas pularem Carnaval. Até que algumas pessoas começaram a perguntar qual era o preço das minhas criações”, conta. Por isso, basta chegar essa época para que seu trabalho cresça – e também sua renda.

 

A maior parte de seus adereços constitui de chapéus e outros acessórios para a cabeça, que custam em média R$ 40 e lhe rendem um dinheiro a mais. Porém, a falta de tempo acaba restringindo seu negócio, que só existe de verdade no Carnaval. “Só consigo elaborar minhas peças quando chego do trabalho, depois das 20h, e nos finais de semana. Se eu tivesse mais tempo, ganharia muito mais”, lamenta.

 

Apesar da rotina apertada, o trabalho de Bruna vem rendendo bons frutos. Este ano, a arquiteta foi convidada para ministrar um curso de acessórios DIY para bloquinhos carnavalescos na Pulsa (antiga House of Learning), em São Paulo. “Conheci muita gente em meu trabalho no Carnaval. As pessoas começam a procurar você pelo seu trabalho e isso é muito gratificante”, comemora.

 

Jaqueline Frias, 28 anos, vende fantasias

 

A necessidade de se sustentar após o desemprego foi apenas o começo de uma nova página na vida de Jaqueline. Ela é formada em gastronomia e atuou na área por 9 anos. Porém, enquanto trabalhava como sub chefe em um restaurante, enfrentou uma depressão durante a gravidez de seu segundo filho – que só piorou depois de seu nascimento. Foi quando ela pediu demissão. “Para não enlouquecer de vez, acabei me agarrando à costura como terapia, mas fazia peças apenas para meus filhos”, conta ela, que brinca que aprendeu a costurar aos 7 anos “por osmose” com sua avó, costureira, e sua mãe, estilista.

 

Em 2016, Jaqueline foi com sua família ao Anime Friends, evento anual dedicado à cultura japonesa onde muitas pessoas se vestem de seus personagens favoritos – os famosos cosplays. Ela aproveitou a oportunidade e costurou fantasias de Pokémons para todos. “A partir desse dia percebi que poderia dar certo e ganhar um dinheiro com isso”, relata.

 

Hoje, ela produz fantasias sob encomenda o ano todo, mas essa será a sua estreia no Carnaval. Apesar de o feriado nem ter chegado, a artesã já comemora os resultados: os pedidos já ultrapassaram o número alcançado no Halloween, quando Jaqueline também viu a demanda aumentar. “Nessa época, há uma grande procura de peças exclusivas, que dificilmente são encontradas em grandes lojas”, justifica.

 

A melhor parte é que, além de ganhar um dinheiro enquanto ainda não pode voltar para a cozinha profissional, Jaqueline também consegue aliviar a depressão, indesejada companheira desde a segunda gravidez. “O trabalho com peças tão lúdicas, coloridas e cheias de história alivia e deixa o meu dia mais alegre. Além disso, saber que estou realizando o sonho de algumas pessoas não tem preço”, comemora.

 

Entretanto, Jaqueline confessa que ainda fica perdida na gestão das finanças de seu negócio, confundindo as despesas pessoais e empresariais – erro extremamente comum na trajetória de pequenos empreendedores. “Acabo misturando tudo e fico sem noção de quanto faturei”, confessa.

 

Maíra Senatore, 26 anos, vende geladinhos alcoólicos

 

Quais são os assuntos mais recorrentes durante o Carnaval? Calor e álcool. Maíra parece ter captado parte da essência da festa ao decidir colocar na rua seus geladinhos alcoólicos, que aliviam as altas temperaturas e ainda deixam os foliões mais animadinhos. Tudo começou com sua própria falta de dinheiro para curtir o carnaval. “Resolvi testar minhas habilidades fabricando geladinhos para levantar uma grana, acabei me apaixonando pelo negócio e não parei mais”, diz ela, que também disponibiliza a iguaria em versões não-alcoólicas.

 

Deu tão certo que Maíra passou o inverno se preparando financeiramente e, em outubro, se demitiu de seu emprego formal para se dedicar exclusivamente aos seus geladinhos. Apesar de o Carnaval ser sua grande mina de ouro, isso não significa que ela não consiga se sustentar no resto do ano, quando investe em eventos e festas fechadas.

 

Além de enxergar a oportunidade latente, o sucesso de Maíra também pode ser explicado por sua mente empreendedora. “Estudei finanças para deixar as contas equilibradas e, ao longo do ano, trabalho meu planejamento para expansão e firmo parcerias”, entrega. Falando em planos, a empreendedora revela que seu desejo é trabalhar nas praias do litoral paulista no final de 2017.

 

Nessa empreitada, ela garante que as melhores coisas que lhe aconteceram são relacionadas ao seu crescimento pessoal e à aceitação de seu produto. “Para o negócio dar certo, você tem que acreditar mais em si mesma, então sua confiança cresce. Eu amo quando as pessoas se surpreendem com meu geladinho ou uma criança chega pertinho de mim para dizer que eles estão muito bons”, comenta.

 

Ficou animado com as histórias? Aproveita pra botar a sua em prática!

 

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