Em que fase se gasta mais: infância ou adolescência?

Escrito por: - Publicado em: 23/02/2016

Um dos maiores projetos na vida de um casal é, sem dúvida alguma, ter um filho. Além de muita disposição e responsabilidade para cuidar e educar da melhor maneira possível, é preciso também de uma boa dose de organização financeira e planejamento.

 

Custos extras durante a gestação devem ser considerados, bem como os gastos inevitáveis com o novo bebê que está por vir. Passada a fase neonatal, surgirão os primeiros gastos com escola, creche ou babá, além de todas as despesas que uma pessoa a mais em casa representa.

 

Na adolescência, novos gastos se fazem necessários já que a família terá que arcar, além da escola e, posteriormente, a faculdade, com as atividades extracurriculares e a rotina de um jovem.

 

Diante de tantos gastos, não é a toa que os futuros papais se preocupem tanto com o orçamento. Saber quanto se gasta, em média, em cada momento de um filho para se preparar sem ter grandes surpresas é uma atitude sábia e totalmente coerente para casais que desejam criar seus filhos com conforto e qualidade. E nessa busca, muitos se perguntam: em que fase se gasta mais, infância ou adolescência? Neste post, vamos te ajudar a entender quais sãos os custos essenciais dessas duas fases para que você possa se preparar para lidar com elas.

 

A infância: do nascimento à pré-adolescência

 

Podemos compreender a infância como o período que vai do nascimento do filho até os 10 ou 11 anos, fase em que a criança entra na chamada pré-adolescência ou pré-puberdade. Nesse período, você precisa considerar uma variedade imensa de custos.

 

Mas, antes de começar, lembre-se que a própria gestação representa gastos a mais para o casal, especialmente os que não possuem um plano de saúde. Exames e consultas médicas farão parte da rotina da mulher e, em alguns casos, tratamentos e medicamentos podem ser necessários. Então, se você ainda está planejando ter um filho, mas ainda não tem um plano de saúde, invista nisso imediatamente — pois a maioria deles têm um período de carência para cobertura de partos e exames gestacionais.

 

Vale fazer uma observação muito importante: ainda que o casal tenha um bom plano de saúde e opte por ter seu bebê com um médico conveniado, ele precisa se preparar para pagar, por fora, a taxa de disponibilidade do médico. Essa taxa, apesar de toda a polêmica que envolve sua legalidade, é amplamente praticada e considerada aceitável pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Variando de 1500 a 4000 reais, o seu pagamento dá à mulher o direito de ligar para seu médico assim que entrar em trabalho de parto e garante que ele mesmo vai te atender, e não um obstetra de plantão.

 

Além dos custos inerentes à gestação, a chegada de um bebê implica em gastos como os com enxoval, mobília e decoração do quarto, fraldas e suplemento alimentar, caso seja necessário. Considere também os custos de ter mais um plano de saúde, que precisará ser feito logo após o nascimento do bebê.

 

Para as mães que trabalham fora, passado o período de licença-maternidade, custos com babá ou creche também precisam ser considerados e é nessa hora que uma criança começa realmente a pesar no bolso. Algumas creches particulares ou escolinhas praticam valores altíssimos, superiores a 2000 reais por mês, compatíveis inclusive com boas faculdades. Para aquelas que optam por creches públicas, o desafio sai da esfera financeira e vai para a dificuldade de encontrar uma vaga e, claro, para a preocupação com a qualidade do serviço. De acordo com um estudo realizado pelo Data Popular, até 21% das crianças brasileiras com idade para frequentar creches não estão matriculadas e o principal motivo é a falta de vagas.

 

Uma vez matriculado, o custo com estudos passa a ser contínuo, estendendo-se pelo ensino fundamental, médio e até a faculdade. Até que o seu filho entre na pré-adolescência, considere também os gastos com atividades extras, como aulas de idiomas, de música ou esportes, custos com alimentação, lazer e vestuário.

 

Adolescência: dos 11 aos 21 anos

 

Por volta dos 10 ou 11 anos a criança entra na pré-adolescência e isso representa novos gastos para a família. Despesas com escola, atividades extracurriculares, roupas e alimentação continuarão a existir e, a partir de agora, você também precisará se preparar para arcar com a vida social do seu filho. Nessa fase, é muito comum que ele comece a sair com os amigos para passeios, shoppings e matinês.

 

A fase da adolescência se torna especialmente cara quando o jovem, por volta de 17 ou 18 anos, entra para a faculdade ou se prepara para isso. Para aqueles que não conseguirem entrar imediatamente nas universidades públicas, restam duas opções: cursinhos pré-vestibulares ou faculdades particulares, ambos com custos altamente variáveis. Para você ter uma ideia, algumas mensalidades de cursinhos chegam a ultrapassar 1200 reais por mês, especialmente quando voltados para as carreiras mais concorridas, como medicina, por exemplo. Os custos do ensino superior nas instituições particulares não são menos impactantes, veja neste post quanto custa fazer uma faculdade.

 

Como você pode perceber, os gastos na infância ou adolescência são bastante variáveis e dependem das escolhas do casal e, claro, das necessidades de cada filho. Mas, independente disso, uma coisa é certa: você precisará estar preparado para um aumento considerável nas despesas e, por isso, é essencial que comece, desde já, a pensar em uma estratégia para garantir uma boa reserva financeira para o futuro.

 

Está planejando o futuro dos seus filhos? Já passou por isso e conhece algumas dicas bacanas para ajudar outros pais? Deixe um comentário aqui e divida com a gente!

 

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