É vantajoso guardar dinheiro em casa?

Escrito por: - Publicado em: 24/03/2014

Quem, quando criança, nunca assistiu aos desenhos animados do Tio Patinhas? Aquele personagem emblemático é um exemplo para muitas pessoas que têm dificuldades com finanças. O famoso pato economizou tanto dinheiro que conseguia nadar e até mesmo navegar com um barco entre sua fortuna bilionária. Era tão sovina que ainda guardava com orgulho a primeira moeda que ganhou na vida.

 
Para muitos consultores financeiros e economistas, porém, o exemplo dado pelo desenho não é o melhor a ser seguido. Não pela disciplina e determinação de Tio Patinhas quando o assunto era economizar, mas porque o dinheiro do personagem era guardado em um caixa-forte na sua mansão, em Patópolis. As economias ficavam à mercê da inflação e até mesmo das constantes tentativas de roubo pelos Irmãos Metralha.

 

Ver o dinheiro desvalorizando em casa, ou correr o risco de ser furtado ou roubado certamente não é a melhor forma de economizar. Preparamos uma lista das desvantagens desta prática, além de alguns exemplos de quando ela pode ser utilizada para o seu benefício. Saiba mais sobre guardar dinheiro em casa a seguir:

 

As desvantagens em manter suas economias em casa

 

1. Desvalorização em uma economia inflacionária

 

Se Tio Patinhas morasse no Brasil, o dinheiro que ele guarda em sua mansão estaria sujeito à inflação de 5,91% registrada no ano passado, segundo estudos realizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

Qualquer valor guardado em casa está sujeito à desvalorização, perdendo lentamente o seu poder de compra. Por isso, os especialistas em finanças recomendam que o dinheiro seja investido. Para muitas pessoas, principalmente aquelas que pensam apenas em guardar o dinheiro, sem grandes ambições, o mais recomendado são aplicações conservadoras, como a caderneta de poupança, títulos do governo de curto prazo e os CDBs.

 

Se quiser se aventurar em ações, os rendimentos podem ser muito maiores, mas os riscos devem ser calculados e levados em consideração, assim como visto no post sobre mercado de ações.

 

2. Menos garantias no caso de endividamento

 

Em muitos casos, as pessoas endividadas têm medo de deixar o dinheiro guardado no banco, pois, na maioria dos contratos feitos, há cláusulas que autorizam o débito automático para amortização destes endividamentos. Entretanto, o mais aconselhado é que essas aplicações sejam feitas mesmo assim, já que podem ser usadas como garantias na hora de parcelar o valor total do empréstimo feito.

 

Você deve se lembrar que quanto mais garantias são oferecidas para o pagamento de uma dívida, menor costumam ser os juros. Por isso, antes de tudo, tenha uma boa conversa com o seu gerente.

 

Novamente, deixar o dinheiro em casa é prejudicial, já que ele será lentamente ‘levado’ pela inflação e, se houver necessidade de usá-lo para pagar o empréstimo futuramente, valerá menos do que valia antes. Dessa forma, uma quantia será perdida.

 

3. Não é seguro guardar dinheiro em casa

 

Nos quadrinhos, Tio Patinhas era constantemente perseguido pelos irmãos Metralha, ladrões que queriam sua fortuna e sabiam exatamente onde o dinheiro estava guardado. O que ocorre no Brasil não chega nem perto dos quadrinhos, mas dados da Pesquisa Nacional de Vitimização, divulgados pelo Ministério da Justiça no ano passado, revelam que as ocorrências mais comuns de crimes em ambientes domésticos são os furtos de objetos, representando 53,9% dos casos. E dentre estes objetos pode estar a sua caixinha de dinheiro!

 

É arriscado deixar o dinheiro escondido em casa, principalmente se muitas pessoas moram nela, ou se ela tem mais de um funcionário doméstico. Para donos de estabelecimentos comerciais, a atenção deve ser ainda redobrada, já que se somam os riscos de roubo armado.

 

Guardar dinheiro em casa: quando é possível?

 

1. Economia de pequenos valores

 

Diariamente produtos ou serviços, seja uma passagem do ônibus ou um chiclete comprado na banca de jornal. O troco destas operações talvez seja uma das aplicações mais desperdiçadas, já que, muitas vezes, o destinamos à compra de supérfluos baratos e de fácil acesso.

 

Não é conveniente juntar moedas ou até notas pequenas para depositarmos no banco. Então, para estas pequenas quantias, o ideal mesmo continua sendo o bom e velho cofrinho. Determine um valor limite para ser acumulado em casa e depois junte aos investimentos que você já está realizando.

 

2. Pequena reserva para despesas imediatas

 

Não é crime algum deixar pequenos valores de dinheiro em casa para o caso de emergência; aliás, isto é muito recomendado. Pode ser que você precise de um remédio à noite, ou necessite pegar um táxi para alguma emergência, dentre outras situações. Manter o suficiente para este tipo de despesa também nos ajuda a evitar os constantes saques em caixas eletrônicos, que, dependendo do banco, há taxas cobradas para cada operação realizada.

 

Gostaria de comentar suas experiências pessoais sobre o assunto? Fique à vontade para compartilha-las! Assim todos nós aprendemos juntos.

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