É possível tirar os juros de uma dívida?

Escrito por: - Publicado em: 14/06/2022

Por Patrícia Carvalho

 

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), revelou que 77,7% dos brasileiros estavam endividados em abril de 2022.

 

Um dos riscos de acumular dívidas é o peso no orçamento mensal que pode levar ao atraso no pagamento e, consequentemente, à cobrança de juros. Ainda segundo o levantamento, o percentual de inadimplência chegou a 28,6%.

 

Mas será que é possível tirar os juros de uma dívida? Ou ao menos reduzi-los? Continue a leitura para saber mais.

 

O que se entende por dívida?

 

A dívida pode ser compreendida como uma pendência financeira junto a um credor, que pode ser pessoa física ou jurídica.

 

Ao comprar algum item parcelado, por exemplo, assume-se uma dívida. A pessoa endividada, por sua vez, é aquela que tem parcelas de compras a vencer.

 

Já os inadimplentes são aqueles que faltaram com o pagamento da dívida na data prevista e, em função disso, ficam sujeitos à cobrança de juros. 

 

A taxa de juros existe para proteger quem vende um produto ou serviço da falha no pagamento. Espera-se que, motivado pelo interesse de não pagar a mais pelo produto, o consumidor liquide a dívida dentro do prazo.

 

Mas para além da cobrança das taxas, a inadimplência pode levar à inscrição no CPF nos Serviços de Proteção ao Crédito, o que dificulta a abertura de crediários em lojas, financiamento de bens e contratação de cartão de crédito ou empréstimo pessoal.

 

O contexto econômico atual tem contribuído para o aumento de endividados e o número de inadimplentes, afinal, o Brasil possui mais de 12 milhões de desempregados e a renda média dos brasileiros caiu 9% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

O que fazer quando se está muito endividado?

 

Ao se deparar com uma situação de superendividamento, isto é, na qual o consumidor tem o orçamento comprometido com dívidas de tal modo que seu mínimo existencial fique em risco, é essencial ter um plano eficiente para lidar com a situação.

 

Verifique quais são todas as suas dívidas e quais são os valores. Também é importante calcular os gastos essenciais e os ganhos para compreender quanto você possui para quitá-las.

 

Se não tiver dinheiro para todas as dívidas, dê preferência para aquelas com maior taxa de juros e tente negociar um valor com os credores. Em alguns casos, quando a dívida é paga à vista há descontos no valor final.

 

Em 2022, ainda é possível recorrer ao saque de R$ 1 mil do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou ao Saque-Aniversário, que possibilita o resgate de parte do saldo disponível uma vez ao ano.

 

Outra alternativa para se livrar das dívidas é a contratação de crédito. Modalidades como o empréstimo consignado e antecipação do Saque-Aniversário, por exemplo, podem ser contratadas mesmo por quem está negativado e têm a vantagem de oferecerem os menores custos do mercado, sendo ideais para pagar dívidas mais caras.

 

É possível tirar os juros de uma dívida?

 

Por via de regra, não é possível tirar os juros de uma dívida. No entanto, por meio de negociações junto às instituições onde há débitos pendentes é possível reduzi-los.

 

Em alguns casos, a depender do nível de endividamento da pessoa, é possível chegar a negociações muito vantajosas com os credores, de modo a conseguir o desconto dos juros e pagar apenas o chamado “principal”, ou seja, o valor da dívida original.

 

Tais descontos costumam ocorrer em caso de superendividamento, quando a empresa credora opta por recuperar parte do prejuízo, ainda que em menor valor do que seria devido.

 

Trocar a dívida por uma mais barata também pode ser uma saída para os endividados. 

 

3 opções de crédito com juros baixos

 

O principal vilão das finanças dos brasileiros quando o assunto é dívidas é o cartão de crédito. 

 

E não é para menos, já que a taxa média de juros ao mês do rotativo de crédito é de 9,57%, conforme os últimos dados do Banco Central (BC), referentes ao mês de fevereiro.

 

Ainda de acordo com a Peic, 88,8% das famílias endividadas possuem despesas com cartão.

 

A título de comparação, a taxa média de juros do consignado público é 1,55% ao mês e, para beneficiários do INSS, 1,86% ao mês, segundo dados do BC.

 

Sendo assim, contratar um consignado para pagar uma dívida com juros mais altos como a do cartão pode valer a pena. Saiba mais sobre esta modalidade e conheça outras duas opções de crédito vantajosas para quitar dívidas:

 

1. Empréstimo consignado

 

O crédito consignado é uma modalidade oferecida a pessoas com estabilidade financeira, como aposentados, pensionistas e pessoas que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), bem como servidores públicos e trabalhadores de empresas privadas.

 

A estabilidade financeira é um pré-requisito devido à forma de pagamento do consignado, que ocorre via desconto em folha. E é justamente por isso que esta é a modalidade com menor taxa do mercado.

 

Até 35% da renda mensal de beneficiários do INSS pode ser comprometida com parcelas de empréstimo, enquanto que servidores podem usar até 30% do salário para pagar as prestações do consignado. 

 

O limite, também conhecido como margem consignável, existe para evitar que o orçamento do consumidor fique em risco.

 

2. Cartão de crédito consignado

 

O cartão de crédito consignado é uma alternativa para quem já usou toda a margem voltada para empréstimo consignado, isso porque além dos 30% ou 35% para empréstimo, os grupos elegíveis podem usar 5% da renda mensal exclusivamente com parcelas do cartão.

 

Assim como o empréstimo consignado, o pagamento desse cartão é feito via desconto em folha.

 

Na prática, o cartão consignado é como um cartão convencional e pode ser usado para compras. O seu grande diferencial está na ausência de anuidade e na possibilidade de sacar parte do limite disponível.

 

3. Antecipação de Saque-Aniversário

 

A antecipação de Saque-Aniversário é voltada para quem possui saldo no FGTS.

 

Sua principal vantagem está na possibilidade de garantir dinheiro extra sem contrair uma despesa mensal. 

 

Basicamente, o trabalhador antecipa as parcelas anuais do Saque-Aniversário que resgataria nos próximos anos junto a uma instituição financeira ou correspondente bancário, como a BX Blue. 

 

O valor antecipado e que seria sacado no futuro fica reservado ao banco. Para antecipar os valores o consumidor deve fazer a adesão ao Saque-Aniversário. O procedimento leva poucos minutos e pode ser feito no aplicativo do FGTS.

 

Independentemente da opção escolhida, é recomendado buscar mais detalhes sobre o funcionamento da operação e consultar profissionais especializados.

 

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Por Patrícia Carvalho – Jornalista formada pelo Mackenzie e produtora de conteúdos sobre finanças na BX Blue – fintech de empréstimo consignado online.

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