Declaração IRPF: 8 erros que complicam sua vida financeira

Escrito por: - Publicado em: 30/03/2017

Você sabe realizar a Declaração IRPF de maneira correta? De fato, para muitas pessoas esse procedimento pode parecer confuso e complexo, o que facilita que alguns erros sejam cometidos. E esses deslizes representam sérios problemas financeiros, podendo fazer com que você caia na malha fina do fisco.

 

Mas fique tranquilo! Com as informações corretas, e um pouco de disponibilidade para aprender, você conseguirá fazer sua própria declaração de imposto de renda sem cometer erros que lhe prejudiquem.

 

Quer saber como? Então confira esta lista de erros que as pessoas mais cometem e aprenda a se esquivar deles para se manter em dia com a Receita Federal!

 

1. Abater despesas médicas não dedutíveis

 

Gastos com despesas médicas são um dos que mais apresentam erros nas declarações de imposto de renda da pessoa física. Como 100% dos valores pagos a título de despesas médicas são dedutíveis, muitos contribuintes tentam aumentar esses valores, declarando de pessoas que não são seus dependentes.

 

Então, para evitar que você caia na malha fina, entenda que somente aqueles gastos com você e seus dependentes legais devem ser declarados.

 

Além disso, fique muito atento quanto à forma de comprovação dessas despesas. Você precisa ter o recibo do médico com sua assinatura, nome completo, CPF e os dados completos do paciente. E fique atento ainda aos medicamentos dedutíveis, pois eles precisam estar incluídos na nota fiscal emitida.

 

 

2. Declarar despesas com educação não dedutíveis

 

Gastos com educação também podem gerar dúvidas e confusão na hora de entregar a Declaração de IRPF e, por isso, merecem uma atenção extra.

 

Você deve declarar aqueles valores que foram despendidos para arcar com sua educação e de seus dependentes, referentes ao ensino infantil, fundamental, médio e superior. Mas respeitando sempre o limite por pessoa estipulado para o ano.

 

Portanto, gastos com cursos preparatórios, cursos de línguas, inscrições em vestibulares e concursos, e valores pagos em material escolar não podem ser declarados. Fique atento!

 

 

3. Omitir fontes pagadoras na Declaração IRPF

 

Se você trocou de emprego ao longo do ano, precisa declarar todos os valores que recebeu. Ou seja, é necessário declarar os salários recebidos no antigo e novo trabalho. E, quanto a isso, lembre-se: tentar enganar o fisco não é uma boa ideia.

 

O sistema faz um cruzamento de dados e, como seu antigo empregador certamente declarará os valores pagos a você, qualquer tentativa de sonegação da sua parte poderá ser facilmente identificada.

 

 

4. Informar o valor incorreto do financiamento de imóveis e carros

 

Você comprou algum carro ou imóvel por financiamento? Caso seja esse o seu caso, saiba que os valores declarados devem ser somente aqueles que você já desembolsou, e não o valor total da compra.

 

Assim, se você comprou um carro no valor de 60 mil no ano de 2016, por exemplo, deu uma entrada de 20 mil e, até o dia 31/12/2016, quitou 4 parcelas de R$1.200,00, só poderá declarar nesse ano aquilo que você já pagou — ou seja, R$ 24.800,00.

 

A Receita, vale ressaltar, não tem interesse em saber o valor total do bem. O que ela pretende saber é se a renda que você declarou é compatível com o que você gastou ao longo do ano. Portanto, fique atento para não cometer esse deslize — e pagar multas por isso.

 

5. Omitir a renda de dependentes

 

Na busca por restituições maiores, muitos contribuintes acabam inserindo o maior número de dependentes possíveis, se esquecendo de que suas rendas devem ser declaradas. Com isso, se você incluir um filho como dependente, deve declarar — além das despesas — todos os seus rendimentos, como salário, pensões e bolsas de estágio, por exemplo.

 

Nesse caso, a estratégia mais adequada é realizar uma simulação, com e sem a inclusão desse dependente. Assim, você conseguirá avaliar se é ou não interessante tê-lo como dependente para fins de declaração de imposto de renda.

 

6. Omitir o recebimento de pensões alimentícias

 

Muitos contribuintes não informam o recebimento de pensões alimentícias pois desconhecem essa obrigatoriedade. No entanto, para quem é pego na malha fina, esse desconhecimento não é justificativa para escapar das sanções.

 

Em resumo, se você paga pensão a algum filho, pode ter 100% desse valor deduzido de sua renda tributável. Já se você recebe uma pensão, esse valor é reconhecido como uma espécie de salário pelo fisco e, portanto, sofrerá tributação.

 

E o valor deve ser declarado ainda que o destinatário da pensão não seja você. Ou seja, se um de seus dependentes recebe valores a título de alimentos, essa quantia deverá ser incluída em sua declaração de imposto de renda.

 

7. Omitir rendimentos de aluguéis

 

Você possui algum imóvel ou bem alugado? Sabia que os valores que você recebe são considerados rendimentos tributáveis? Ainda que você não possua nenhuma outra renda, caso os valores recebidos de aluguéis superem o limite para isenção, você deverá declará-los ao fisco.

 

No entanto, fique atento! Quando o seu inquilino é uma pessoa jurídica, o rendimento será tributado na fonte — ou seja, a responsabilidade é da empresa que aluga. Mas, quando o inquilino é uma pessoa física, você é totalmente responsável por declarar e recolher os impostos sobre esse valor.

 

8. Não revisar a declaração feita por um profissional

 

Se você costuma pagar um contador ou outro profissional para fazer a sua declaração — ainda que seja alguém responsável e de sua confiança — é fundamental revisar os dados informados antes de enviá-la definitivamente. Afinal, a responsabilidade pelos erros é somente sua.

 

Portanto, procure analisar com cuidado as informações inseridas e sanar todas as dúvidas que surgirem. Na página da Receita, por exemplo, existe a Seção Perguntão, com uma coletânea das dúvidas mais recorrentes entre os contribuintes.

 

Enfim, agora que você já conhece os maiores erros ao preencher a Declaração IRPF, poderá evitá-los e manter-se sempre em dia com o fisco. Afinal, como vimos, apesar de gerar dúvidas, na maioria das vezes o processo é bastante simples e rápido.

 

Para isso, tenha o hábito de se organizar durante o ano, guardando todos os recibos e anotando informações importantes. E, é claro, sempre que surgir alguma dúvida, procure pesquisar para fazer tudo conforme o exigido em lei!

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