Crédito imobiliário: qual a melhor opção para você?

Escrito por: - Publicado em: 31/03/2014

Planejar é o primeiro passo para se realizar um sonho, sem desespero. Para fazer qualquer dívida despretensiosa esse é o caminho. Porém, imagine se para comprar a casa própria não é necessário se organizar? São 30 anos pagando parcelas com juros e taxas administrativas para quitar o valor emprestado do banco. Então, não tem como escapar, analise bem a receita, os gastos e as economias para atingir o seu objetivo, com tranquilidade.

 

A vista x financiamento

É fácil de compreender que comprar à vista é sempre melhor. Sem precisar se preocupar, todo mês, com o valor da prestação. Pagando numa única vez, fica tudo resolvido. Mas se não é possível, o crédito imobiliário é uma excelente saída se bem calculado. Contas feitas, a aquisição do imóvel pode ser realizada.

 

Além do interessado, o agente financeiro também quer conhecer o potencial financeiro do comprador, para definir o valor emprestado, a quantidade de parcelas e o prazo de pagamento da dívida. Normalmente, os bancos financiam de 80% a 90% do imóvel usado; o índice chega a 100% quando o imóvel é novo ou faz parte do Programa Minha Casa Minha Vida.

 

Qual a prestação ideal de um empréstimo?

Antes, o comprador precisa provar que tem condições de bancar o empréstimo; que tem saúde financeira para quitar a dívida. Se não tem registro em carteira assinada, deve apresentar os seis últimos extratos bancários ou declaração de Imposto de Renda. Com registo profissional há pelo menos três meses, precisa apresentar holerites e renda mensal.

 

A regra geral do mercado é garantir entre 25% e 30% da renda familiar, para pagar a prestação. Isso significa que um percentual dessa faixa será empregado, mensalmente, para quitar a dívida, ou seja, precisa estar reservado para esse fim.

 

Alguns bancos podem até exigir menos, mas a maioria fica mesmo nessa faixa. Famílias com renda menor podem contar com 30%, e as de maior, com um índice menor.

 

Qual crédito imobiliário é melhor?

Parece irrelevante prever essa reserva, mas não é. Passa a fazer diferença no momento do cálculo das prestações, principalmente do sistema de amortização escolhido – cálculo de matemática financeira para definir a prestação mensal a ser paga e a parcela a ser abatida no decorrer da dívida. Os juros e o prazo do financiamento são considerados nessas contas.

 

Entre os sistemas mais comuns, estão o Sistema de Amortização Constante (SAC), Tabela Price (TP) e Sistema de Amortização Constante (Sacre).

 

Sistema de Amortização Constante

As primeiras prestações começam mais altas (20% a 30%). A parcela fixa da prestação abate do saldo devedor; os juros são aplicados sobre esse saldo, que fica cada vez menor. O valor das prestações decrescem ao longo do tempo.

 

Sistema de Amortização Crescente

As primeiras prestações são mais altas e decrescem no decorrer do tempo. Nesse caso, a Taxa Referencial (TR), índice que corrige a Caderneta de Poupança, é considerada nos cálculos posteriores resultando numa amortização variável.

 

Tabela Price

A TP é o sistema que pode comprometer mais a situação do comprador. A prestação acessível de 30% da renda pode sofrer um aumento em pouco tempo. Ela é cobrada a título de juros, mas não reduz o saldo devedor; com isso, a amortização do saldo é menor e lenta no começo, aumentando no decorrer dos anos. Por fim, é recomendável calcular bem as condições do financiamento antes da assinatura. Vale a pena seguir algumas premissas, como comprometer apenas 25% da renda mensal; tentar emprestar somente o necessário para complementar o valor do imóvel; optar pelo sistema de amortização mais vantajoso; fechar o menor prazo para quitar a dívida. Isso tudo cumprido, o crédito imobiliário será favorável e trará felicidade por realizar o sonho da casa própria, sem comprometer as fianças.

 

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Redação: Este post foi desenvolvido pela equipe de especialistas da Melhortaxa – Crédito Imobiliário.

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