Como dividir despesas com o colega de quarto sem estresse?

Escrito por: - Publicado em: 25/05/2018

Para a grande maioria das pessoas que decide sair de casa e ‘voar com as próprias asas’, seja para estudar em outra cidade ou mesmo para vivenciar a legítima independência dos pais, morar sozinho nem sempre é a primeira opção. Ir para uma república ou compartilhar a casa com um colega de quarto costuma ser a saída mais prática e financeiramente viável.

 

Nesse caso, além de afinidade pessoal, é preciso bom senso e organização financeira para dividir as despesas da melhor maneira possível, sem que nenhuma das partes saia no prejuízo. Sem isso, a parceria certamente terá dias contados.

 

Neste post daremos uma série de dicas práticas pra você, que não quer saber de conflitos ou prejuízos na hora de dividir as despesas com o colega de quarto. Acompanhe:

 

Divisão das despesas: como fazer?

 

Como bem diz a sabedoria popular, o combinado não sai caro. Assim, antes de embarcar na experiência de dividir uma casa, tenha uma boa conversa para definir tanto as regras quanto as condições de rateio de despesas. O ideal é que esse acordo seja documentado de forma escrita e assinado por ambas as partes, estando em local sempre visível a quem quiser consultá-lo.

 

Além das regras de convivência (sim, você precisará delas!), entre em um acordo quanto à divisão das despesas. Como a ideia é dividir tudo de forma justa e equitativa, sem que ninguém saia no prejuízo, separe as despesas fixas das variáveis e estipule a seguinte equação: para despesas fixas como aluguel, condomínio, faxineira, água, luz, gás, TV por assinatura, internet e IPTU a divisão será em partes iguais por morador. Aqui, deixe de lado pequenas intrigas como “ele toma banhos mais longos do que eu” ou “eu nem assisto TV a cabo”. Se esse tipo de detalhe lhe preocupa tanto, talvez você precise encontrar um roommate com os mesmo hábitos que os seus, o que não é algo tão simples.

 

Já para as despesas variáveis, como compras de supermercado, por exemplo, faça a divisão por consumo individual. Como cada pessoa tem seus gostos e hábitos alimentares (uns mais sofisticados e caros que os outros), faça compras separadas e tenha espaços individuais de armazenamento na cozinha, tanto na geladeira quanto no armário. Itens de uso comum, como produtos de higiene e limpeza, por exemplo, podem ser adquiridos em uma compra mensal compartilhada.

 

No caso do telefone fixo, outra despesa variável, entre em acordo com seu colega de quarto quanto à divisão das taxas fixas e crie um controle para anotação de todas as ligações individuais com data e horário. Isso permite que a conta seja dividida de maneira justa, de acordo com o consumo de cada um. Obviamente, esse método só dará certo se ambas as partes forem suficientemente disciplinadas e honestas na hora de anotar suas ligações. Caso contrário pense se realmente vale a pena ter um telefone fixo em casa.

 

Férias e viagens: como fica a partilha das despesas variáveis?

 

Quanto aos períodos de férias e viagens prolongadas, estipule também um acordo para divisão de despesas. Obviamente, as contas fixas que não variam de acordo com o consumo — como aluguel, condomínio, IPTU, internet e TV a cabo — devem ser partilhadas normalmente, mas as contas cujo valor poderá variar — água, luz e gás — podem ser pagas pelo morador que permanecerá na casa durante o período.

 

Muito cuidado para que acordos como esse não gerem estresse ou desgaste a qualquer parte, pois nem sempre é tão simples levantar os valores a serem pagos individualmente pelo morador que ficará em casa enquanto o outro estiver viajando. Lembre-se que as datas de fechamento das contas podem não bater com os dias de viagem de quem saiu de férias. Para evitar brigas, pense também que ambas as partes irão tirar seu período de férias inevitavelmente. Nesse caso, manter o acordo de divisão total das despesas mesmo nesses períodos pode ser mais interessante para evitar conflitos.

 

Uma dica importante: caso optem pela divisão equitativa das despesas variáveis mesmo nos períodos de férias, entrem em um acordo quanto ao tempo de ausência de cada morador. Se uma das partes passa 2 ou 3 meses por ano viajando e a outra sai apenas 15 dias, por exemplo, esse acordo pode não ter vantajoso para quem fica mais tempo fora. Nesse caso, opte pela separação das despesas variáveis.

 

Diálogo contínuo

 

Como em qualquer relacionamento, conflitos poderão surgir e, por isso, estabeleça uma cultura de diálogo contínuo dentro de casa. Conversem e revejam, sempre que necessário, as regras da casa e as condições para divisão de despesas.

 

Estipulem regras comuns para uso da casa, visitas, hóspedes e festas. O respeito ao espaço alheio e o cuidado com o bem estar do outro deve ser sempre prioridade para ambas as partes.

 

Gostou das dicas? Coloque-as em prática e conte-nos o resultado! Estamos torcendo por você!

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