Aprenda a investir! Alocação de ativos: estratégia inteligente para fazer investimentos

Escrito por: - Publicado em: 20/09/2016

A alocação de ativos é uma prática importante quando se fala se investimentos e finanças, uma vez que aumenta a rentabilidade de uma carteira de várias formas ao mesmo tempo em que oferece maior segurança para o investidor.

 

Um conjunto de investimentos bem alocado diminuirá o risco total envolvido, absorvendo os impactos de perdas, maximizando o desempenho potencial de seus rendimentos e contribuindo para construir um patrimônio futuro mais sólido.

 

Pensando nisso, preparamos um artigo explicando a importância de se adotar essa estratégia, com conceitos e dicas para alocar seus investimentos da forma mais diversificada e rentável possível. Continue a leitura e saiba mais!

 

O conceito de alocação de ativos

 

Sabemos que no mercado financeiro existe uma regra: quanto mais arriscado é um ativo, mais potencial de valorização ele tem.

 

Um exemplo disso são as ações negociadas na bolsa. Elas podem se valorizar muito de uma hora pra outra na mesma proporção em que podem cair de valor repentinamente e gerar prejuízos aos seus investidores.

 

Ao mesmo tempo, um investimento com menor risco, como uma aplicação na renda fixa, por exemplo, será mais segura. Mas por serem mais previsíveis, seus rendimentos serão menores.

 

Por isso, uma boa estratégia para investir seu dinheiro é sempre tentar equilibrar essa relação entre o risco e o retorno. Isso é possível através da chamada alocação de ativos, que consiste em escolher aplicações financeiras distintas entre si, que não se comportam de maneira igual, para garantir um retorno “médio” garantido e mais fácil de ser previsto.

 

Logo, o princípio fundamental da alocação de ativos é justamente baseado nessa lógica: investimentos mais rentáveis precisam compensar aqueles que não são tão bons, mantendo assim uma rentabilidade estável para todo o capital investido.

 

A alocação de ativos ocorre na montagem de uma carteira de investimentos, onde é escolhido todo o conjunto de ativos que será investido. Também chamada de portfólio, a carteira funciona como se fosse uma vitrine de tudo que um investidor possui no momento, podendo conter ativos como ações, títulos públicos, papéis de renda fixa, fundos, aplicações imobiliárias, debêntures, entre outros.

 

A montagem de uma carteira sólida e bem estruturada possibilitará que o investidor tenha um maior controle sobre suas aplicações, proporcionando menos custos, menos stress e, principalmente, maiores possibilidades de renda.

 

A diversificação como a principal estratégia na alocação de ativos

 

Seguida por praticamente todos no mercado, a diversificação de investimentos é o fundamento mais utilizado ao se realizar a alocação de ativos, possibilitando que se invista de forma rentável e segura.

 

O famoso ditado “não coloque todos os ovos na mesma cesta” é uma clara referência a essa estratégia. É sempre mais vantajoso distribuir bem seus investimentos do que concentrar tudo em poucas opções.

 

Ao aplicar seu dinheiro de forma diversificada, o investidor diminui o impacto de um possível resultado negativo, deixando o capital investido menos exposto aos riscos, porém, sem minimizar os seus potenciais retornos.

 

Nesse caso, um investimento que se desvalorize 30%, por exemplo, não afetará tanto o investidor, já que existem outros ativos em sua carteira que serão capazes de compensar este resultado ruim.

 

A diversificação pode e deve ser aplicada por qualquer um que queira investir, não importando o perfil, prazo ou o quanto se tem disponível de capital. Montar uma carteira com ativos bem alocados é um método simples, de fácil aplicação e ideal para qualquer interessado em alcançar excelentes resultados com investimentos.

 

As melhores maneiras de realizar uma boa alocação de ativos

 

É importante lembrar que não existe um único modo de alocar os seus ativos e montar uma carteira de forma inteligente. Essa distribuição dependerá, antes de qualquer coisa, do perfil do investidor em questão, de sua situação financeira, da sua disponibilidade de capital, do cenário econômico, das opções de investimentos existentes, entre outros fatores.

 

Porém, invariavelmente, a estratégia adotada deverá conter os três tipos de ativos abaixo:

 

1. Ativos seguros

 

São aplicações tradicionais, menos expostas ao risco, que contribuirão para a carteira trazendo estabilidade e rendimentos menos variáveis. Os exemplos de investimentos desse tipo são os títulos públicos (Tesouro Direto), aplicações bancárias como o CDBLCI/LCA, Fundos de Renda Fixa, entre outros.

 

Para um investidor conservador, a recomendação é de investir pelo menos 60% de seu capital nessa direção. Para os moderados, o ideal é focar entre de 40% a 30%. Já para os mais arrojados, aplicar o valor de 30% a 25% é o ideal.

 

2. Aplicações moderadas

 

São investimentos de risco um pouco mais elevado, mas acompanhado de rentabilidades melhores. São ativos como fundos imobiliários, fundos multimercados, títulos privados e debêntures.

 

Um investidor conservador pode compor sua carteira com 30% de aplicações do tipo. Para quem tem perfil moderado, recomenda-se investir ao menos 50%. Para os mais arrojados, o valor deve girar em torno de 20%.

 

3. Aplicações arriscadas

 

Os investimentos desse tipo são mais focados em ativos voláteis, como ações, opções e outros papéis de renda variável. Esses ativos são bastante sensíveis ao humor do mercado, podendo render ou cair muito em curtos períodos de tempo, sendo assim os mais arriscados.

 

Para os conservadores, recomenda-se investir apenas 10% de sua carteira nessa alternativa. Os moderados podem investir 20%, e para os arrojados, pelo menos 60%.

 

Viu como apostar numa boa alocação de ativos será sempre a melhor estratégia para os investidores? Se você tiver qualquer dúvida sobre o assunto ou quiser contribuir com essa discussão, sinta-se à vontade para deixar o seu comentário! Esperamos a sua participação!

 

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