Afinal, o que é o investimento peer-to-peer?

Escrito por: - Publicado em: 04/05/2017

Apesar do momento econômico que o Brasil está passando, muitas pessoas estão investindo seu dinheiro e buscando novas opções no mercado. Nesse caso, a caderneta de poupança, renda fixa, LCI, LCA e o tesouro direto são algumas das opções mais comuns e populares entre a população.

 

E, dentre essas novas opções disponíveis no mercado, existe o investimento peer-to-peer lending, também chamado de empréstimo coletivo. Por meio dele, é possível investir em pessoas ou empresas privadas baseando-se no conceito de economia compartilhada.

 

Hoje, esse modelo já é considerado uma revolução do mercado financeiro, e pode se tornar uma das principais maneiras de investir seu dinheiro. Mas, afinal, o que é o investimento peer-to-peer (P2P)? Qual é sua forma de rentabilidade? E os riscos? Continue lendo este artigo e veja as respostas destas questões!

 

O que é o investimento peer-to-peer?

 

Criado em 2005, por meio de uma plataforma inglesa chamada Zopa, o P2P funciona sem a necessidade de interferência de um banco, eliminando toda a burocracia e os procedimentos comuns das instituições financeiras.

 

Assim, um empresário pode conseguir o montante total de que precisa para colocar o seu negócio em funcionamento reunindo investimentos de várias pessoas diferentes.

 

Aliás, a principal diferença entre o investimento peer-to-peer e o investimento realizado no banco é que os bancos oferecem taxas de juros demasiadamente altas para os tomadores de empréstimo — e taxas de rentabilidades baixas para os investidores, ficando com a margem para si.

 

Já a modalidade de investimento peer-to-peer fornece rentabilidades atrativas para os investidores, sendo maiores que o CDB e o tesouro direto, por exemplo. E as taxas de juros também são mais atrativas para quem necessita realizar um empréstimo.

 

Portanto, já dá pra perceber que o P2P é um investimento vantajoso para ambos os lados, certo?

 

Como ele funciona?

 

Agora, você deve estar pensado: “como é possível os juros serem baixos para as empresas e altos para os investidores?”

 

Essa matemática de benefícios para ambos os lados funciona justamente pelo fato de que o P2P não precisa de intermediação bancária para o seu funcionamento. Assim, todo o spread bancário é retirado, permitindo que sejam fornecidas taxas atrativas para todos os envolvidos.

 

Esse spread bancário, vale dizer, nada mais é do que a diferença entre a taxa que o banco paga para a captação de recursos (o dinheiro que você está investindo) e a taxa que o banco cobra ao conceder um empréstimo.

 

Infelizmente, o Brasil está no topo de um ranking que afeta a população: somos o segundo país na lista dos maiores spreads bancários existentes, perdendo apenas para Madagascar. E, diante disso, o P2P se torna uma excelente opção.

 

Mas quais são seus principais riscos?

 

Outra dúvida que pode surgir agora diz respeito aos riscos, não é mesmo? Pois saiba que o principal risco do investimento peer-to-peer advém do não pagamento do empréstimo por parte do tomador de crédito.

 

Mas essa ameaça pode ser aliviada por meio de algumas ferramentas oferecidas na plataforma. Uma boa análise de crédito e o nível de detalhe das informações disponibilizadas, por exemplo, são referências que se deve analisar antes de realizar o investimento.

 

A diversificação também é uma excelente maneira de reduzir o risco desse tipo de investimento. Por isso, é recomendado dividir o valor a ser investido em diversos tomadores de empréstimo, aumentando, assim, o percentual de sucesso do investimento.

 

Até porque investidores experientes sabem que não se deve colocar todo o dinheiro a ser investido em uma única opção. Pelo contrário, ter uma carteira de investimentos diversificada é um dos segredos de sucesso dos grandes investidores.

 

Para quem vou emprestar meu dinheiro?

 

Nos investimentos realizados por meio das instituições financeiras, você empresta o seu dinheiro para o banco, e ele próprio é o responsável por realizar o pagamento dos juros. Assim, a inadimplência é um problema do banco, e não interfere nos seus investimentos.

 

Já no P2P, de forma geral, você empresta seu dinheiro diretamente para o tomador de empréstimo, seja ele pessoa física ou jurídica. (No Brasil, contudo, ainda não é possível realizar isso. Aqui, toda transação ainda é feita por meio de plataformas que oferecem o empréstimo.)

 

De toda forma, emprestar seu dinheiro para empresas é, obviamente, mais seguro. Afinal, a quantidade — e, principalmente, a qualidade das informações disponíveis — é muito maior, permitindo uma análise de crédito mais confiável e um sistema mais seguro para o investidor.

 

E quais são as taxas de rentabilidade?

 

Assim como qualquer outro tipo de investimento, as taxas de rentabilidade do peer-to-peer podem variar. Essa variação está diretamente ligada ao tomador do empréstimo, mas, geralmente, os rendimentos podem chegar a até 180% do CDI (cerca de 26% ao ano).

 

E, se o investidor considerar o reinvestimento, a rentabilidade pode ainda aumentar. Os pagamentos são realizados mensalmente, então, existe a possibilidade de reinvesti-los, reaplicando o capital antes mesmo de o investimento inicial ser finalizado.

 

Por esses motivos, podemos garantir que o P2P é um investimento de muita liquidez. Com ele, o capital não fica mobilizado e indisponível, como ocorre no CDB e no tesouro direto.

 

Afinal, o investimento peer-to-peer vale a pena?

 

Como já vimos, o investimento peer-to-peer é extremamente vantajoso, tanto para os investidores quanto para os tomadores de empréstimo. E, apesar de ainda ser algo novo no Brasil e não possuir uma regulamentação específica, tem um grande potencial para transformar a economia do país.

 

Afinal, se considerarmos o delicado momento da economia nacional, ter uma facilidade maior de acesso ao crédito e taxas de juros mais justas pode ser uma das saídas que o Brasil precisa para voltar a crescer e prosperar.

 

Enfim, por tudo isso, podemos afirmar categoricamente: o peer-to-peer vale a pena! Essa inovação em termos de investimento é uma excelente opção para a carteira de qualquer investidor moderno.

 

Agora, para se tornar um investidor de sucesso e obter ótimas rentabilidades, é necessário que você aprenda os principais conhecimentos em gestão de finanças. Então, use e abuse da tecnologia em sua gestão financeira e no seu controle financeiro pessoal.

 

Fazendo isso, você conseguirá planejar seu futuro, parar de pagar juros, economizar e programar para realizar os seus investimentos — evitando que eles se tornem uma dor de cabeça, ao invés de uma solução de problemas.

 

E apostar em aplicativos fáceis de usar pode ser uma excelente medida. Assim, você poderá acessar todos os seus dados na palma da sua mão, e ainda adquirir novos conhecimentos sobre finanças. Pense nisso!

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