A alta do dólar e o seu bolso

Escrito por: - Publicado em: 11/08/2015

A moeda norte-americana vem apresentando índices preocupantes de alta em relação ao nosso real. Quando escrevemos sobre a alta do dólar, chegamos a dizer o que isso efetivamente representa para o bolso do brasileiro: encarecimento de pacotes turísticos para o exterior, inflação e maior número de estrangeiros vindo ao país. Mas o que pode ser feito para contornar isso? E quem já estava com uma viagem programada para o exterior, ou que precisa comprar artigos em dólar para seu comércio? Confira o que mudou desde o início do ano e como lidar com a alta da moeda norte-americana em seu dia a dia.

A impressionante ascensão do dólar americano

Em 1º de janeiro de 2015, o dólar fechou o dia em R$ 2,69. Menos de três meses depois, em 19 de março, esse valor saltou para R$ 3,29. A enorme diferença se deve a diversos fatores, alguns externos e outros internos. Como o Banco Central americano (FED) tem sinalizado aumentar os juros no país, além de ter diminuído o ritmo de sua política de emissão de notas (quantitative easing), isso gerou um aumento relativo da moeda norte-americana em relação a todas as outras moedas no mundo. Além disso, domesticamente, tivemos no Brasil uma série de fatos que colocaram em xeque a confiança política e econômica no país, como os escândalos da Petrobras e os recentes protestos contra o governo. Juntos, todos esses fatores contribuíram para aumentar a desconfiança do mercado em relação ao país e provocar uma forte desvalorização do real frente ao dólar.

O impacto do aumento do dólar no resto do mundo

Não foi apenas no Brasil que a recente alta do dólar gerou diversos problemas. A recente ascensão da moeda norte-americana foi a maior em 12 anos, segundo a Bloomberg. Como consequência, diversas moedas se desvalorizaram em relação ao dólar, gerando desequilíbrios econômicos em diversas partes do mundo. O maior problema enfrentado é a fuga de capitais e investidores para os Estados Unidos, já que isso é uma indicação de maior confiança na moeda norte-americana. Assim, fica mais difícil encontrar investimentos ao redor do mundo e os juros de moedas nacionais, como o real e o yuan, por exemplo, acabam subindo. Além disso, a produção de multinacionais localizadas nesses países também fica prejudicada, já que o lucro em relação ao dólar fica menor e as pessoas compram menos. Assim, fábricas e montadoras como a GM e a FIAT reduzem seus ritmos de produção ao redor do mundo para não ficar com o estoque de veículos parados nos pátios.

Como fazer sua viagem ao exterior pagando menos?

Em meio a todas essas incertezas políticas e econômicas, quem mais sofre, com certeza, são os consumidores. Muita gente já havia planejado suas viagens ao exterior, pagando antecipadamente por pacotes que dificilmente podem ser cancelados sem nenhum problema ou prejuízo. Seja para uma viagem de negócios, seja para sua lua de mel, agora você precisa enfrentar a alta do dólar sem comprometer demais o bolso. Como fazer isso? Calma, não precisa cancelar a viagem! O primeiro passo é buscar alternativas mais baratas de hospedagem. Em vez de ficar em um hotel, por exemplo, que tal passar uns dias em uma casa genuinamente norte-americana, alugando diretamente do proprietário? Isso pode ser feito por meio de sites como o Airbnb, no qual é possível encontrar residências para aluguel nos mais variados destinos (inclusive no Brasil), a preços bem mais competitivos que os de hotéis. Os hostels e albergues também são excelentes opções para quem precisa apertar um pouco o cinto na viagem. Outra dica importante é saber quando e onde comprar dólar. Normalmente, as casas de câmbio em shoppings e grandes centros comerciais oferecem cotações mais caras. No entanto, é possível encontrar preços mais competitivos em bancos como o Banco do Brasil e qualquer outro no qual você seja correntista. Além disso, procure distribuir as compras de moeda semanalmente, em vez de comprar tudo de uma vez às vésperas da viagem — para diminuir as chances de desvalorização.

O comércio de importados também sofre com a alta

Um dos setores que mais sofre com a alta do dólar é quem revende produtos importados, ou que utiliza produtos estrangeiros como insumos. O custo da produção e da prestação de serviços aumenta, os clientes param de comprar e é preciso segurar as pontas do negócio para manter-se competitivo. Mas como colocar isso em prática? Procure evitar o repasse ao consumidor final. Se possível, reduza custos em seu estabelecimento cortando supérfluos, aumentando metas de produtividade e eliminando desperdícios. Ao evitar o repasse dessa alta para seu público, você se torna mais competitivo no mercado, mantém sua carteira de clientes e conserva o fluxo de mercadorias em seu estabelecimento. E você? O que tem feito para diminuir os impactos da alta do dólar na sua vida? Tem outras sugestões de como contornar a recente supervalorização da moeda norte-americana? Compartilhe aqui com a gente nos comentários!

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