5 razões para fazer um consórcio e 5 para fugir dele

Escrito por: - Publicado em: 11/10/2016

A opção de fazer um consórcio é muito procurada no Brasil. É uma alternativa para o financiamento, que envolve juros baixos e parcelas pequenas, se comparado às operações de crédito disponibilizadas pelas financeiras. Ainda assim, as pessoas podem ter dúvidas sobre o consórcio, ficando indecisas acerca dessa modalidade de financiamento. Vale a pena ou não vale a pena?

 

Listamos a seguir 5 razões para uma pessoa fazer um consórcio e outras 5 para não fazer.

 

Leia e tire suas conclusões!

 

5 razões para fazer um consórcio

 

1. Parcelas mais baixas

 

O sistema de consórcio não utiliza juros no cálculo das parcelas. Dessa forma, elas acabam sendo menores que as de um financiamento, o que resulta em um custo total inferior, sendo mais atrativo.

 

Para compor as parcelas do consórcio, a administradora divide o valor do bem, a taxa de administração e o fundo de reserva pelo prazo (quantidade de meses que vai durar o consórcio). O fundo de reserva é devolvido, parcial ou integralmente, ao final do consórcio.

 

Sempre que o bem aumentar ou diminuir de preço, as parcelas sofrerão reajustes para garantir o poder de compra do participante.

 

2. Prazos mais longos

 

O prazo de um consórcio varia conforme a natureza do bem e seu preço. Caso o bem seja muito caro, a oferta de um prazo mais longo é uma forma de abrir oportunidades para pessoas de diferentes condições financeiras. Isso significa que consumidores de baixo poder aquisitivo terão mais chance de realizar seus sonhos.

 

3. Antecipação de parcelas

 

Caso a pessoa deseje receber sua carta de crédito antes de terminar o prazo, ela conta com duas possibilidades:

 

→ Sorteios (depende unicamente da sorte);

→ Lances (depende de dinheiro).

 

Contanto que você tenha economizado um pouco mais, poderá oferecer seu lance e arriscar a antecipação. É possível usar o lance embutido, no qual se oferece parte da própria carta de crédito como lance (reduzindo o valor da carta, mas antecipando sua retirada).

 

4. Maior flexibilidade

 

Recebida a carta de crédito, a pessoa poderá usá-la da forma que quiser. Digamos que o bem oferecido seja um automóvel. O contemplado não precisa comprar o mesmo modelo oferecido — poderá escolher outro modelo, outra marca, um automóvel seminovo ou usado, e até escolher outro veículo. O Banco Central define que, na mesma categoria, qualquer bem pode ser adquirido em um consórcio. No segmento de veículos, é possível comprar automóveis, caminhões, motos, lanchas, aeronaves, etc.

 

Além disso, poderá comprar um bem de preço diferente. Se optar por um carro mais caro, por exemplo, deve completar a diferença. Se optar por um veículo mais barato, deve usar o restante do dinheiro para saldar sua dívida com a administradora.

 

Muitos não sabem, mas é possível usar até 10% do valor da carta de crédito para pagar despesas relacionadas ao bem ou serviços inerentes (impostos, seguros, documentação).

 

Também é possível retirar o dinheiro, caso não deseje fazer uso da carta de crédito (ele fica depositado em uma conta poupança e estará disponível dentro de 180 dias).

 

5. Consórcio imobiliário

 

A possibilidade de comprar um imóvel por meio de consórcio é outra vantagem. Ao receber a carta de crédito, o beneficiário poderá comprar casa, apartamento, terreno, chácara, sítio, fazenda — o que achar melhor. Tem a opção, inclusive, de usar o FGTS para antecipar a contemplação do imóvel residencial (lance embutido) ou para completar a diferença no momento da compra.

 

Consórcios imobiliários são muito citados como investimentos para aumentar o patrimônio e desenvolver o hábito de poupar.

 

5 razões para fugir de um consórcio

 

1. É preciso esperar os sorteios

 

Se você precisa de um bem com urgência, o consórcio não compensa. Isso porque você só poderá retirá-lo ao final do prazo, quando for sorteado ou ganhar um lance. Você deve se manter disciplinado, pagando pontualmente suas mensalidades, pois se atrasar alguma já perde o direito de participar dos sorteios (e pagará multas e juros como penalidade).

 

Talvez seja melhor fazer uma compra à vista ou recorrer ao financiamento.

 

2. Lances exigem um valor alto

 

Para participar dos lances, é preciso ter um dinheiro a mais. E nem sempre isso é possível. O participante tem o compromisso de pagar pontualmente cada parcela para ter direito aos lances e estes são, na verdade, a antecipação das parcelas. Em consórcios de veículos e imóveis, o lance mínimo geralmente gira em torno de 60% do valor da carta de crédito.

 

Em tempos difíceis, nem sempre é fácil economizar para os lances, considerando que existem muitas outras despesas no lar.

 

O lance embutido, apesar de um facilitador, dá direito a um bem de menor valor (a não ser quando se usa o FGTS em imóveis residenciais).

 

3. Cancelamento e estorno complexos

 

Não é tão simples sair de um consórcio. Conforme o Banco Central, você tem até 7 dias para desistir sem incorrer em multas. Depois, você poderá sair, desde que avise a administradora. Ainda assim, você poderá ter que pagar alguma multa. Se for excluído (inadimplência é o principal motivo) também pagará multas. Claro que você pode vender sua carta para outra pessoa, se encontrar alguém interessado.

 

Desistente ou excluído, o consorciado tem direito à devolução do dinheiro, descontados os encargos. Mas existe certa burocracia, dependendo da data de assinatura do contrato:

 

→ Assinado até 05/02/2009 (antes da Nova Lei de Consórcio), a devolução acontecerá somente 30 dias depois do encerramento do grupo;

→ Após a Nova Lei, receberá o dinheiro quando for sorteado.

 

4. Problemas na liberação do crédito

 

Você pode entrar em um consórcio com o nome sujo, mas na hora de receber sua carta de crédito deve ter o nome limpo. Após examinar os órgãos de proteção ao crédito, a administradora tem o direito de recusar a liberação da carta de crédito (isso está definido no contrato).

 

5. Reajustes podem não compensar

 

Dependendo do valor dos reajustes, as mensalidades podem ficar muito altas. Em consórcios imobiliários acontecem geralmente reajustes anuais, baseados em algum índice específico, como INCC. Um imóvel de R$ 250.000,00 que sofra um reajuste anual de 6% terá um acréscimo de R$ 15.000,00 em 12 meses.

 

E agora? O que pensa sobre fazer um consórcio? O importante é analisar esses pontos e suas próprias condições. Você pode esperar mais um pouco? Os juros do financiamento são muito altos? Não tem dinheiro para uma compra à vista?

 

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